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Oposição altera pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e requer acesso a mensagens de celular

O documento pede a criação de uma comissão especial de senadores com missão de investigar a atuação de Moraes.

Na segunda-feira (9), a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional apresentou uma versão revisada do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A nova proposta inclui a solicitação para a busca e apreensão do celular do magistrado, além de um pedido de criação de uma comissão especial de senadores para investigar a atuação de Moraes e dos juízes auxiliares Airton Vieira e Marco Antônio Vargas, bem como do perito Eduardo Tagliaferro.

Os deputados Caroline de Toni (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Bia Kicis (PL-DF), o desembargador Sebastião Coelho e o advogado Rodrigo Saraiva Marinho são os signatários do pedido. Eles argumentam que Moraes cometeu abusos de poder, violou a liberdade de expressão e os direitos humanos, e conduziu processos de forma “clandestina” e “ilegal”. O documento também critica o comportamento do ministro como “parcial” e “motivado politicamente”, e pede seu afastamento do STF.

Durante um ato simbólico, os opositores entregaram o pedido ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é responsável por decidir sobre a abertura do processo. Além disso, solicitaram diversos documentos e provas, incluindo:

  • Documentos produzidos por Eduardo Tagliaferro a pedido de Moraes e seus juízes auxiliares.
  • Registros relacionados ao Twitter Files Brazil.
  • Diálogos entre Vieira e Tagliaferro.
  • Prontuários médicos de presos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
  • Decisões do STF sobre prisões determinadas por Moraes.
  • Documentos do Comando do Exército e do ministério da Comunicação sobre a interrupção da Starlink.
  • Relatórios da Defensoria Pública do Distrito Federal.

A lista de testemunhas inclui figuras como Eduardo Tagliaferro, Airton Vieira, Marco Antônio Vargas, e jornalistas envolvidos no Twitter Files, além de políticos e líderes de organizações relevantes.

Este pedido marca um novo capítulo na controvérsia em torno do ministro Alexandre de Moraes e levanta questões sobre a condução e a transparência dos processos judiciais e investigativos no Brasil.


 

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