Uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que o governo de Nicolás Maduro cometeu crimes contra a humanidade durante o período das eleições presidenciais. A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela divulgou, nesta terça-feira (15), um relatório de 161 páginas detalhando as graves violações de direitos humanos ocorridas entre 1º de setembro de 2023 e 31 de agosto de 2024.
O relatório aborda ações repressivas do governo antes e após as eleições, incluindo detenções arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados e violência sexual. As violações foram identificadas como parte de um plano coordenado para silenciar críticos e opositores.
Entre as vítimas estão crianças e pessoas com deficiências. Um exemplo citado no relatório inclui o caso de duas meninas, de 15 e 17 anos, que foram presas sem motivo aparente enquanto caminhavam em sua cidade. A investigação descreve abusos físicos e sexuais sofridos pelas jovens durante a detenção.
A missão da ONU destacou que as violações, que foram cometidas com intenção discriminatória, se qualificam como crimes contra a humanidade, especialmente o crime de perseguição por motivos políticos. O relatório também menciona 25 mortos, incluindo duas crianças, durante os protestos que eclodiram após a eleição, além de centenas de feridos e milhares de detidos.
A ONU reiterou seu apelo para que o governo venezuelano liberte todos os detidos arbitrariamente e respeite os direitos dos prisioneiros, incluindo o devido processo legal. Os investigadores afirmaram que continuarão suas investigações conforme solicitado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.
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