As buscas por desaparecidos na tragédia da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desabou no último domingo (22) entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), foram suspensas nesta segunda-feira (23). A medida foi tomada após a confirmação de que dois dos caminhões que caíram no Rio Tocantins transportavam ácido sulfúrico, substância altamente corrosiva que coloca em risco a segurança dos socorristas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, ao menos 15 pessoas continuam desaparecidas, incluindo crianças e motoristas dos veículos envolvidos. Dez veículos caíram no rio: quatro caminhões, três carros e três motocicletas. Duas mortes foram confirmadas.
A ponte, localizada na BR-226, cedeu no trecho central de 533 metros, derrubando os veículos. Inspeções anteriores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já indicavam que a estrutura estava em “estado ruim” de conservação.
Riscos à população e impacto ambiental
Autoridades emitiram alertas para que os moradores evitem contato com as águas do Rio Tocantins devido à contaminação por substâncias químicas, incluindo defensivos agrícolas e produtos corrosivos. No Maranhão, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) interrompeu temporariamente a captação e tratamento de água em cidades como Imperatriz, com abastecimento sendo feito por caminhões-pipa.
Mobilização de autoridades e rotas alternativas
O ministro dos Transportes, Renan Filho, está no local com os governadores do Maranhão, Carlos Brandão, e do Tocantins, Wanderlei Barbosa. Uma ponte provisória está sendo considerada pelo Exército. Rotas alternativas foram disponibilizadas pelo DNIT para minimizar os impactos na ligação entre os estados.
Enquanto investigações sobre a causa do desabamento são conduzidas, a região permanece em estado de emergência, e medidas urgentes para recuperação da estrutura estão sendo planejadas.
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