Em artigo publicado no último domingo (22/12) no Wall Street Journal, a colunista Mary Anastasia O’Grady criticou a gestão fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levantou dúvidas sobre a capacidade do partido de se manter no poder nas eleições de 2026. A jornalista apontou que o déficit nominal de 9,5% do PIB e a ausência de um plano robusto para contê-lo evidenciam uma crise fiscal profunda no Brasil.
Crise Fiscal e Desconfiança do Mercado
De acordo com Mary, o orçamento apresentado por Lula ao Congresso “ficou aquém” de sanar os problemas fiscais do país. Ela destacou que o aumento das taxas de juros em 2025 e a hesitação dos investidores refletem a falta de confiança no governo. Além disso, a colunista afirmou que as medidas do Banco Central para estabilizar o real frente ao dólar são insuficientes para tirar a população da pobreza.
Estado de Direito “em Frangalhos”
O’Grady criticou o uso das instituições do Estado, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal Eleitoral (TSE), para atender interesses políticos do governo. Segundo ela, essas instituições anularam a condenação de Lula em 2021 por “tecnicismos”, permitindo sua candidatura em 2022, enquanto líderes da oposição, como o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), enfrentam investigações consideradas arbitrárias.
Cenário Eleitoral e Oposição
A jornalista também mencionou o fortalecimento de figuras conservadoras, como o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que foi recentemente impedido de concorrer por oito anos sob acusação de abuso de autoridade. Para ela, Caiado poderia ser uma alternativa competitiva ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030.
O artigo conclui que, caso o governo Lula não consiga controlar a crise fiscal e fortalecer o Estado de Direito, o PT enfrentará dificuldades significativas nas eleições de 2026.




