O início de 2025 apresenta desafios para o mercado de combustíveis no Brasil, com a combinação de alta do dólar, recuperação dos preços internacionais do petróleo e aumento do ICMS dificultando a queda da inflação e das taxas de juros. A partir de fevereiro, o ICMS sobre gasolina e etanol será reajustado de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, enquanto o diesel e o biodiesel terão aumento de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro.
Impactos no consumidor
Os preços nas bombas já refletem as pressões cambiais e os custos de importação. A gasolina encerrou 2024 com preço médio de R$ 6,29 por litro, alta acumulada de 9,39% no ano. O etanol registrou aumento ainda maior, de 18,61%, fechando o ano a R$ 6,47 por litro.
A defasagem entre os preços praticados pela Petrobras e a paridade de importação também é motivo de atenção. Na sexta-feira (4), o diesel apresentava uma defasagem média de R$ 0,61 por litro, enquanto a gasolina tinha uma diferença de R$ 0,38 por litro.
Posicionamento da Petrobras e mercado internacional
A Petrobras, sob a liderança de Magda Chambriard, informou que não planeja reajustes imediatos, mas monitora as condições do mercado. Em contraste, a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen, tem ajustado seus preços com maior frequência.
A cotação do petróleo subiu de US$ 72 para US$ 76 por barril entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, impulsionada por tensões internacionais, como possíveis sanções ao Irã pelo governo dos EUA. O Goldman Sachs projeta o petróleo a US$ 78 por barril em junho de 2025, mantendo a pressão sobre os combustíveis.
Com o cenário inflacionário agravado, o Banco Central pode manter a Selic elevada por mais tempo, dificultando a recuperação econômica no curto prazo.
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