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Moody’s rebaixa perspectiva do Brasil para estável e alerta para entraves fiscais

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta sexta-feira (30) a perspectiva do rating do Brasil de positiva para estável, citando como principal motivo o progresso mais lento que o esperado no enfrentamento da rigidez dos gastos públicos e na consolidação fiscal. A nota de crédito de longo prazo do país foi mantida em Ba1, grau especulativo, um nível abaixo do grau de investimento.

Em relatório, a Moody’s afirmou que a capacidade do governo de reduzir substancialmente as vulnerabilidades fiscais e estabilizar o peso da dívida no curto prazo continua limitada, principalmente devido à estrutura rígida de despesas e ao aumento do custo de financiamento. A agência também destacou que, apesar do governo seguir empenhado nas metas fiscais, a credibilidade da política econômica ainda precisa ser fortalecida.

“Esses desafios compensam o potencial de crescimento do PIB e os investimentos, além das reformas econômicas em andamento”, avaliou a Moody’s.

A mudança da perspectiva ocorre em um momento de pressão sobre o governo federal para controlar o crescimento da dívida pública, que ultrapassou 77% do PIB, segundo dados recentes do Banco Central. Os juros altos e os gastos obrigatórios — como previdência, folha de pagamento e repasses para estados e municípios — continuam pressionando o orçamento federal, dificultando o cumprimento das metas fiscais.

A Moody’s, no entanto, reconheceu aspectos positivos da economia brasileira, como o tamanho e a diversidade do mercado interno, a baixa vulnerabilidade a choques externos e o histórico de reformas estruturais implementadas por sucessivos governos. A agência apontou que o Brasil possui uma posição externa sólida, com reservas internacionais robustas e superávits comerciais consistentes.

Apesar do rebaixamento na perspectiva, a manutenção do rating Ba1 mostra que a Moody’s ainda vê resiliência estrutural na economia brasileira, mas condiciona uma possível elevação futura do rating à melhoria na trajetória fiscal e maior previsibilidade nas políticas econômicas.


O que significa a mudança para investidores?
A alteração na perspectiva por parte da Moody’s pode aumentar a percepção de risco dos investidores em relação ao Brasil. Isso pode afetar o apetite por títulos da dívida brasileira e influenciar o custo de captação do governo e de empresas brasileiras no exterior. Para voltar ao grau de investimento, o país precisará demonstrar maior consistência na gestão fiscal e capacidade de estabilizar sua dívida.


Contexto internacional
O Brasil segue classificado como grau especulativo pelas três principais agências de risco — Moody’s (Ba1), S&P (BB-) e Fitch (BB) —, embora todas reconheçam avanços em algumas áreas da política econômica. No cenário global, outros países latino-americanos, como México e Chile, ainda mantêm grau de investimento, o que pressiona o Brasil a acelerar reformas para reconquistar esse status.

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