Em um movimento que reacende os debates sobre a articulação política do governo no Congresso, o Palácio do Planalto liberou, na última sexta-feira (28/6), R$ 474 milhões em emendas parlamentares, em um único dia. O valor representa uma das maiores liberações concentradas em 2025 até agora e ocorre em meio à discussão de pautas sensíveis no Legislativo.
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi o congressista que mais teve recursos empenhados, segundo apuração de veículos nacionais. Os valores por ele indicados devem ser destinados majoritariamente à área da saúde no Amapá, seu reduto eleitoral.
A medida ocorre a poucos dias do recesso parlamentar e pode ser interpretada como um esforço do governo federal para manter sua base de apoio coesa, especialmente diante de votações delicadas, como a reforma tributária, medidas econômicas e projetos que enfrentam resistência da oposição e de alas independentes do Congresso.
Estratégia política ou fisiologismo?
As emendas parlamentares são recursos do Orçamento da União indicados por deputados e senadores para destinar verbas a obras e ações em suas bases eleitorais. Embora legal, o uso intensivo dessas liberações em momentos politicamente estratégicos é frequentemente criticado por especialistas por favorecer o toma-lá-dá-cá entre o Executivo e o Legislativo.
A maior parte dos R$ 474 milhões liberados na sexta-feira foi destinada às chamadas emendas individuais, mas há registros de repasses também por meio das emendas de comissão, mais difíceis de rastrear em termos de autoria.
Alcolumbre no centro da articulação
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Alcolumbre é hoje um dos principais aliados do governo Lula no Senado e figura central na tramitação de projetos prioritários para o Planalto. Ele também é visto como articulador de bastidores na interlocução com o centrão.
Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, o senador foi responsável pela indicação de cerca de R$ 50 milhões dos valores empenhados — grande parte destinada à saúde pública no Amapá, estado que historicamente sofre com a precariedade do sistema.
Liberação de emendas e ano eleitoral
Embora 2025 não seja um ano de eleições gerais, a liberação massiva de recursos ganha ainda mais peso considerando a preparação de bases eleitorais para 2026 e o fortalecimento de aliados nas disputas locais, inclusive dentro dos próprios partidos.
A prática de liberar grandes somas perto de votações estratégicas é alvo de críticas de setores da sociedade civil e do Tribunal de Contas da União (TCU), que já alertou para a falta de transparência e critérios objetivos na distribuição dos recursos.
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