Um artigo publicado neste domingo (30) no The Wall Street Journal acendeu um novo alerta sobre as conexões entre o Irã e países da América Latina governados pela esquerda, incluindo o Brasil, além das ditaduras comunistas da Venezuela, Nicarágua e Cuba.
A análise, assinada pela influente colunista Mary Anastasia O’Grady, especializada em relações geopolíticas no continente americano, destaca preocupações sobre como Teerã pode reagir após recentes ataques dos Estados Unidos a seu programa nuclear.
O texto surge dias após o governo americano confirmar que bombardeou três instalações nucleares no Irã, em resposta a avanços no enriquecimento de urânio. Paralelamente, 11 cidadãos iranianos foram presos em oito estados dos EUA, levantando suspeitas de operações clandestinas ligadas a interesses iranianos no Ocidente.
“A pergunta fundamental agora é: o que Teerã fará com a plataforma de representantes e alianças militares que passou décadas construindo no Hemisfério Ocidental, agora que foi humilhada pelo poder aéreo dos EUA?”, questiona O’Grady em seu artigo.
Rede de alianças preocupante
Segundo a jornalista, a presença iraniana na América Latina é antiga e ocorre tanto por meio de alianças políticas quanto por redes comerciais e diplomáticas que, em alguns casos, são apontadas como instrumentos de influência ou de atividades ilícitas, incluindo financiamento de grupos radicais.
O’Grady menciona especificamente governos de esquerda que mantêm relações próximas com regimes como o iraniano, citando Brasil, Venezuela, Nicarágua e Cuba, o que, segundo ela, poderia servir como canal diplomático ou logístico para interesses iranianos na região.
Embora o governo brasileiro não tenha sido citado como cúmplice de atividades ilegais, a coluna indica que a diplomacia brasileira sob governos de esquerda historicamente manteve uma postura menos crítica em relação a Teerã, algo que preocupa Washington em termos de segurança continental.
Contexto político tenso
O artigo reflete o clima de tensão geopolítica após o governo do presidente Joe Biden endurecer a postura contra o Irã. Nos últimos meses, analistas têm apontado a presença de representantes iranianos na América Latina como potencial risco à segurança dos EUA, seja pela proximidade territorial, seja pelo histórico de ataques terroristas ligados ao Hezbollah, organização apoiada por Teerã.
O’Grady conclui seu texto afirmando que, após os recentes bombardeios, o Irã pode buscar retaliar indiretamente os Estados Unidos, aproveitando sua rede de conexões políticas e militares no continente.
Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo do artigo ou sobre eventuais impactos nas relações diplomáticas entre Brasil e Irã.
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