O Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alcançará R$ 2 trilhões em tributos arrecadados às 17h desta quinta-feira (6). O valor corresponde a impostos federais, estaduais e municipais pagos por cidadãos e empresas desde o primeiro dia do ano. A cifra trilionária chega 14 dias antes do que em 2024, quando a mesma marca foi atingida apenas em 20 de julho.
O avanço do montante evidencia o peso da carga tributária sobre a economia e reacende críticas sobre o retorno em serviços públicos. “Arrecadamos como países desenvolvidos, mas temos serviços de nação pobre”, afirma Marcel Solimeo, economista da ACSP.
Peso no bolso e baixo retorno
Em 2024, a carga tributária bruta brasileira fechou em 33,9% do PIB, segundo dados preliminares da Receita Federal. É comparável a nações europeias, como Alemanha (38,3%) e Espanha (37,5%). No entanto, a percepção da população brasileira sobre a qualidade dos serviços públicos — saúde, educação, transporte, segurança — continua baixa. O Brasil ocupa a 75ª posição entre 142 países em eficiência do gasto público, segundo o Fórum Econômico Mundial.
“Há um enorme desequilíbrio entre quanto se paga e o que se recebe. O Estado brasileiro é caro e ineficiente. Enquanto isso, a população sente no bolso e no dia a dia”, diz o tributarista Luiz Bichara.
Principais fontes de arrecadação
Os maiores volumes arrecadados decorrem de impostos indiretos, que incidem sobre consumo e afetam todas as camadas sociais, como:
- ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
- PIS/Cofins
- Imposto de Renda (IR)
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
Com a inflação persistente, mesmo que moderada (4,51% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA), a arrecadação cresce tanto pela elevação nominal dos preços quanto por ajustes nos tributos.
Reforma tributária e expectativas
Em 2025, o tema ganha força porque o governo federal prepara a regulamentação da Reforma Tributária, aprovada em 2023. O novo sistema prevê a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, que substituirá diversos tributos federais, estaduais e municipais.
“É a maior mudança tributária dos últimos 50 anos. A meta é simplificar a cobrança, reduzir custos para as empresas e aumentar a transparência, mas ainda não há garantias de alívio real para o contribuinte”, alerta Bichara.
Apesar da expectativa, empresários e especialistas temem que a reforma não resulte, no curto prazo, em redução da carga total, apenas na redistribuição do peso entre setores econômicos.
Leia mais: Impostômetro bate R$ 2 trilhões nesta quinta e reacende debate sobre peso da carga tributária no Brasil
- Em BH, Flávio Bolsonaro defende união da direita, acena a Cleitinho e promete reduzir ministérios se for eleito
- Tempestades com granizo atingem cidades de Minas Gerais e deixam moradores em alerta
- Flávio Dino cancela participação no Fórum de Lisboa após acidente doméstico; STF reduz presença no evento
- Megaoperação contra PCC, CV e TCP prende 38 pessoas e mobiliza quase 3 mil agentes em Minas Gerais
- Carro invade contramão, capota e deixa dois mortos na BR-262, em Minas Gerais
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




