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Professor pede guilhotina para filha de Justus por bolsa de luxo, mas silencia sobre Janja e Erika Hilton ostentando bolsas de até R$ 25 mil

. Veja os detalhes e as contradições! Professor que pregou guilhotina para filha de Justus ignora ostentação de Janja e Erika Hilton com bolsas de luxo


O professor aposentado Marcos Dantas, ex-UFRJ e ex-integrante de governos petistas, gerou revolta nas redes sociais ao sugerir o uso de “guilhotina” contra a filha de 5 anos do empresário Roberto Justus, após a criança aparecer em foto com uma bolsa de grife avaliada em R$ 14 mil. A fala violenta, que foi depois classificada pelo professor como “metáfora”, contrasta com o silêncio do acadêmico sobre episódios semelhantes envolvendo figuras públicas alinhadas à esquerda, como a primeira-dama Janja da Silva e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), ambas flagradas ostentando acessórios de luxo que custam dezenas de milhares de reais.

A polêmica começou quando Dantas, conhecido por seu viés marxista, comentou em uma postagem no X (antigo Twitter): “Só guilhotina…”, em resposta a uma foto de Vicky, filha de Justus, segurando a bolsa de luxo. O caso gerou indignação pública e levou a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde Dantas foi docente até 2022, a divulgar nota repudiando “qualquer tipo de expressão que incite à violência”.

Em meio ao escândalo, internautas chamaram atenção para o silêncio do professor diante de outras demonstrações de luxo envolvendo personagens públicas próximas do campo político que ele defende. Nas últimas semanas, surgiram notícias de gastos elevados da primeira-dama Janja, que já exibiu acessórios como uma bolsa Celine avaliada em R$ 21.400 em visita aos Estados Unidos, além de vestidos entre R$ 3 mil e R$ 7,4 mil durante compromissos oficiais, inclusive na Olimpíada de Paris. A assessoria da primeira-dama, questionada à época, não esclareceu se os itens foram comprados, presenteados ou incorporados ao patrimônio público.

Já a deputada Erika Hilton virou notícia ao posar, em julho, com uma bolsa Bottega Veneta no valor de R$ 24,7 mil. No ano passado, Hilton também participou de evento da grife italiana, no mesmo dia em que a Câmara discutia a urgência da votação do Marco Temporal — pauta cara à esquerda e às comunidades indígenas. A deputada justificou sua ausência dizendo ter ido “debater política com pensadores da cultura brasileira”.

Do discurso à prática

Apesar de criticar com fervor o consumismo da “burguesia”, Marcos Dantas não comentou os episódios envolvendo Janja ou Erika Hilton. Seu histórico nas redes sociais, no entanto, revela que ataques violentos a símbolos do capitalismo não são novidade. Em 2019, escreveu sobre Jair Bolsonaro: “Robespierre já teria mandado esse fdp pra guilhotina”. Em 2022, reagiu a fotos de socialites católicas escrevendo: “Eu não sei por que, mas quando eu vejo essas coisas, eu só me lembro da guilhotina…”. Em 2020, disse que “adoraria ter emprego de operador de guilhotina”.

No pedido de desculpas publicado no X, Dantas afirmou que sua fala era apenas “uma metáfora”. Contudo, internautas resgataram posts antigos em que ele mesmo escreveu que não se tratava de metáfora.

‘Hipocrisia de classe’

Para analistas, o caso expõe uma contradição cada vez mais visível em setores da esquerda brasileira: o discurso feroz contra o “capitalismo ostentatório” convive com hábitos de consumo de luxo. “Há uma hipocrisia de classe. Muitos criticam símbolos do consumo burguês, mas não veem problema em ostentar marcas de luxo quando se trata de lideranças do próprio campo político”, avalia o cientista político Felipe Nunes, da Quaest Consultoria.

No caso de Marcos Dantas, a guilhotina — literal ou metafórica — parece ter alvo seletivo.

A família de Roberto Justus, por sua vez, informou que pretende processar quem fez ameaças violentas à criança. “Instigar morte e ódio é inaceitável. Não é questão de opinião”, disse a esposa de Justus, Ana Paula Siebert.

Enquanto isso, Janja segue desfilando marcas nacionais e internacionais, destacando o uso de criações brasileiras nos eventos oficiais. E Erika Hilton, após posar com a bolsa de quase R$ 25 mil, respondeu às críticas dizendo estar pronta para lutar contra “os horrores deste Congresso”.

Para o professor Marcos Dantas, no entanto, até o momento, sobre elas, não há “guilhotina” — nem metáfora.


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