O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou, nesta quarta-feira (30), dois ex-diretores do Postalis — o instituto de previdência complementar dos empregados dos Correios — e duas empresas a devolverem R$ 452,8 milhões à entidade, além do pagamento de multas que somam R$ 307 milhões.
A decisão é resultado de uma auditoria que analisou os prejuízos provocados pelo Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Multimercado Serengeti (FIC Serengeti), apontando irregularidades em aportes e gestão de recursos.
Segundo o TCU, os investimentos inadequados ocorreram em um período em que o Plano de Benefício Definido (PBD) do Postalis enfrentava uma grave crise financeira: o déficit quintuplicou em cinco anos, saltando de R$ 1,34 bilhão em 2010 para R$ 6,77 bilhões em 2015.
O rombo levou à criação de planos de equacionamento que penalizaram funcionários, aposentados e pensionistas dos Correios, que passaram a pagar contribuições extras — uma de 13,98% e outra de 3,94% já vigente — com previsão de vigência até 2039.
As punições do TCU visam reparar parte do prejuízo histórico, mas os efeitos da má gestão ainda pesam sobre os beneficiários do fundo.
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