O Centrão aderiu à pressão da oposição e intensificou as articulações para levar a anistia aos réus da trama golpista à votação no plenário da Câmara dos Deputados. A proposta, que pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), começou a ganhar força após o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de Bolsonaro e outros sete acusados do núcleo principal do caso.
O movimento é encabeçado pelos partidos União Brasil, de Antonio Rueda, e PP, de Ciro Nogueira, que recentemente desembarcaram da base do governo Lula (PT). O Republicanos, de Marcos Pereira, também fechou apoio à pauta — motivado pelo interesse em fortalecer o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como herdeiro político do bolsonarismo.
Visitas e articulações
A costura política ganhou mais visibilidade nesta segunda-feira (1º) após a visita do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Paralelamente, Tarcísio de Freitas assumiu papel central nas negociações, reforçando seu alinhamento com a oposição e com os partidos do Centrão.
Segundo líderes do bloco, a estratégia é clara: colocar a anistia em votação logo após a conclusão do julgamento no STF.
Reação da base governista
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), reconheceu o movimento e fez críticas duras.
“Estão construindo, à luz do dia, as condições para votar depois do julgamento, com participação do governador de São Paulo e movimentações dos grandes partidos. É uma desmoralização”, afirmou ao chegar à sessão do STF nesta terça-feira (2).
Histórico da proposta
A anistia foi inicialmente freada por Arthur Lira, que, quando presidia a Câmara, retirou o tema da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e transferiu a análise para uma comissão especial, retardando sua tramitação.
Com a saída de Lira da presidência e a ascensão de Hugo Motta (Republicanos-PB), indicado por ele, as cobranças se intensificaram. Em agosto, a pressão da oposição atingiu o ápice com a obstrução física do plenário da Câmara por 34 horas, exigindo a inclusão da anistia e da PEC do Fim do Foro na pauta.
Um acordo foi costurado por Lira com líderes do Centrão e do PL, mas sem compromissos públicos de Motta. Agora, com o julgamento em andamento e a proximidade das eleições de 2026, a proposta voltou ao centro da disputa.
Caminhos para a votação
Os partidos articulam para que o relator da anistia no plenário seja escolhido dentro do próprio Centrão — preferencialmente de União Brasil ou PP, que atuam em federação. A expectativa é de que a definição do relator seja anunciada ainda neste mês, para que o texto vá a plenário em seguida ao julgamento no STF.
Cenário eleitoral
O movimento do Centrão pela anistia coincide com o reposicionamento de União Brasil e PP fora da base de Lula, antecipando estratégias para a disputa presidencial de 2026. Além de consolidar o bolsonarismo como força eleitoral, a aprovação da anistia pode reforçar a viabilidade de Tarcísio como nome competitivo no campo da direita.
Leia mais: Centrão se une à oposição e articula votação da anistia após julgamento de Bolsonaro no STFAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




