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Carrefour demite 2.200 funcionários na reta final do ano, após atacar o agro  brasileiro

O Carrefour, maior rede de supermercados do Brasil, anunciou a demissão de 2.200 funcionários nos últimos dois meses de 2023. Os desligamentos, que começaram em novembro, atingem tanto trabalhadores diretos quanto terceirizados, mas representam apenas 1,5% do total de 130 mil colaboradores do grupo. No entanto, o movimento gerou surpresa no setor, já que a época do ano normalmente é marcada por contratações temporárias para atender ao aumento da demanda.

O grupo não divulgou detalhes sobre os cargos afetados pelas demissões, nem a proporção entre efetivos e terceirizados, mas esclareceu que as saídas fazem parte de um “ajuste natural” para o setor varejista e que não devem impactar a operação de final de ano. O Carrefour também informou que, em outubro, abriu 6 mil vagas de emprego para diversas posições em todo o Brasil, incluindo cargos como operador de caixa, açougueiro, repositor e técnico de manutenção.

A decisão ocorre após o fechamento de 174 lojas entre janeiro e setembro deste ano, com destaque para os supermercados, que representaram a maior parte dos fechamentos. Especialistas indicam que a gestão de supermercados exige mais cuidado, devido à necessidade de atendimento constante e controle de estoques, o que pode justificar os cortes. Além disso, o desempenho do Atacadão, a principal unidade de vendas do Carrefour, também tem mostrado sinais de desaceleração, com uma leve queda na participação de mercado no estado de São Paulo.

O momento das demissões, próximo às festas de fim de ano, gerou estranhamento entre os especialistas. “Normalmente, o número de contratações e desligamentos se equilibram ao longo do ano, mas não nesse período, que é o mais aquecido para o varejo”, observa o consultor Eugênio Foganholo.

O Carrefour também enfrenta uma crise diplomática após a polêmica decisão de suspender as compras de carne do Mercosul, incluindo o Brasil, em apoio a produtores franceses. A empresa recuou da decisão após um boicote dos frigoríficos brasileiros e se desculpou com o governo brasileiro.

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