18.3 C
Belo Horizonte
InícioBrasil & MundoDia do Jornalista expõe crise na profissão e reacende debate sobre exigência...

Dia do Jornalista expõe crise na profissão e reacende debate sobre exigência de diploma no Brasil

Fenaj aponta precarização, perda de direitos e impacto das novas leis como desafios centrais para a categoria




Celebrado em 7 de abril, o Dia do Jornalista foi marcado neste ano por críticas e preocupação com o futuro da profissão no Brasil. Para a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira de Castro, a categoria tem pouco a comemorar diante do cenário atual, marcado por precarização, insegurança e perda de direitos.

“Não é uma data festiva. É um momento desafiador para o jornalismo brasileiro.”

Um dos principais pontos de tensão remonta à decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2009, que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Na época, a Corte entendeu que a exigência feria a liberdade de expressão prevista na Constituição.

Desde então, entidades representativas da categoria defendem a retomada da exigência, argumento reforçado por dados recentes e pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2012, que busca restabelecer a obrigatoriedade. Apesar de já ter sido aprovada no Senado, a proposta segue parada na Câmara dos Deputados.

“Decisão de 2009 ainda impacta diretamente o mercado e a qualidade da informação.”

Além disso, a recente sanção da Lei nº 15.325, que regulamenta a atuação de profissionais multimídia, ampliou o debate. Segundo a Fenaj, a nova legislação pode aprofundar a desregulamentação do setor, ao permitir a atuação sem garantias trabalhistas claras, como jornada definida e piso salarial.

A preocupação também envolve aspectos éticos da profissão. A entidade alerta para riscos à prerrogativa do sigilo da fonte — um dos pilares do jornalismo, garantido pela Constituição e pelo Código de Ética da categoria.

Impactos no mercado de trabalho
Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam queda no número de jornalistas com carteira assinada no país. Entre 2013 e 2023, o total de profissionais formais caiu de cerca de 60 mil para menos de 50 mil — redução de aproximadamente 18%.

Para representantes da categoria, o avanço das redes sociais e a atuação de influenciadores digitais também contribuem para a transformação do mercado, muitas vezes sem critérios técnicos ou compromisso com padrões jornalísticos.

“Precarização e avanço digital mudam o cenário da comunicação no Brasil.”

Reflexos em Minas Gerais
Em Minas Gerais, jornalistas também enfrentam desafios semelhantes, especialmente com a redução de postos formais e a crescente migração para formatos digitais independentes. Em Belo Horizonte, profissionais têm buscado alternativas no jornalismo empreendedor e em plataformas digitais, como forma de manter a atuação no mercado.

Apesar das dificuldades, entidades reforçam a importância do jornalismo profissional para a democracia e para o combate à desinformação, defendendo avanços na regulamentação e valorização da carreira.

Leia mais: Dia do Jornalista expõe crise na profissão e reacende debate sobre exigência de diploma no Brasil

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui