O governador Romeu Zema (Novo) sancionou neste sábado (17) o reajuste salarial de 5,26% para os servidores da educação básica de Minas Gerais, com efeito retroativo a janeiro de 2025. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, contempla todas as carreiras da rede estadual, incluindo professores, diretores, secretários escolares, auxiliares e trabalhadores temporários.
Também serão corrigidas as gratificações de função pagas a vice-diretores, coordenadores escolares e coordenadores de Posto de Educação Continuada (Pecon). O reajuste beneficia ainda aposentados e pensionistas com direito à paridade e contratados temporários com funções equivalentes.
Segundo o governo, a iniciativa faz parte do compromisso com a valorização dos profissionais da educação e com a melhoria da rede pública de ensino. No entanto, a categoria reivindicava um reajuste de 6,27%, correspondente ao Piso Nacional do Magistério. Com o novo valor, o salário base de um professor com cargo completo (24h semanais) passa de R$ 2.700 para R$ 2.920,66 — ainda abaixo dos R$ 4.867,77 definidos pelo governo federal como piso integral.
Durante os debates na ALMG, tentativas de estender o aumento a outras categorias do funcionalismo público foram rejeitadas. A gestão Zema já indicou que não concederá reajustes aos demais servidores em 2025, citando limitações orçamentárias. A situação fiscal levou o governo a cortar R$ 1,1 bilhão do orçamento previsto para o próximo ano.
Na véspera da sanção do reajuste, o Estado também anunciou um concurso público com 13.795 vagas para a educação. O edital contempla cargos como professor, técnico, analista e assistente técnico, com lotações em todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino.
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