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Minas registra uma morte por síndrome respiratória a cada quatro horas e entra em alerta máximo


Minas Gerais enfrenta um dos piores surtos de doenças respiratórias dos últimos anos, com uma média preocupante de uma morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a cada quatro horas. Os dados foram divulgados pelo Painel de Vigilância Epidemiológica do Estado e atualizados até a última sexta-feira (13/06).

De janeiro a junho de 2025, o estado já contabiliza 948 mortes por SRAG, complicação grave provocada por infecções como influenza (gripe), bronquiolite, pneumonia e covid-19. Ao todo, quase 47 mil internações por infecções respiratórias foram registradas em Minas apenas neste ano.

Situação de emergência em saúde pública

O avanço dos casos levou o governo de Minas a declarar estado de emergência em saúde pública, permitindo maior mobilização de recursos e medidas extraordinárias. A preocupação é com a possibilidade de agravamento nas próximas semanas, conforme alerta emitido pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O levantamento da Fiocruz mostra que Minas Gerais tem alto risco de incidência de SRAG, com destaque para Belo Horizonte, agora entre as 17 capitais brasileiras que enfrentam crescimento contínuo de internações por doenças respiratórias.

Aumento das internações em BH

Na capital mineira, o aumento das internações por doenças respiratórias já chega a 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maior parte dos atendimentos envolve crianças pequenas e idosos, grupos considerados mais vulneráveis.

Hospitais da rede pública e privada relatam lotação nos pronto-atendimentos, com tempos de espera que chegam a ultrapassar 5 horas em alguns casos. A ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) para casos respiratórios também está no limite em diversas unidades de saúde.

Recomendações e prevenção

As autoridades reforçam a importância da vacinação contra a gripe e a covid-19, que ainda têm baixa adesão em muitas regiões de Minas. Além disso, profissionais de saúde recomendam medidas de proteção como uso de máscara em locais fechados, lavagem frequente das mãos e a evitação de aglomerações, especialmente por parte de pessoas com sintomas gripais.

O secretário de Estado de Saúde de Minas, Fábio Baccheretti, reconheceu em entrevista que o cenário é crítico:

"Estamos acompanhando dia a dia os números de internações e óbitos. O Estado já mobilizou leitos extras e estamos reforçando o estoque de medicamentos e insumos essenciais", declarou.

Cenário nacional

O InfoGripe também destacou que o aumento de SRAG não é um fenômeno isolado de Minas Gerais. Diversas capitais do país, como São Paulo, Curitiba e Brasília, também enfrentam crescimento nas hospitalizações por doenças respiratórias.

No entanto, especialistas apontam que o inverno rigoroso previsto para este ano pode tornar a situação mineira ainda mais delicada, especialmente se a cobertura vacinal não melhorar nas próximas semanas.

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