As chuvas históricas que atingiram a Zona da Mata mineira entre segunda-feira (23) e terça-feira (24) já deixaram 48 mortos e 19 desaparecidos, segundo dados atualizados pelo Governo de Minas, prefeituras e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais até a noite desta quarta-feira (25).
O maior número de vítimas foi registrado em Juiz de Fora, onde 42 pessoas morreram, enquanto outras seis mortes foram confirmadas em Ubá. As duas cidades concentram a maior parte dos estragos provocados pelos temporais.
Além das mortes, pelo menos 178 pessoas estão desalojadas, ou seja, tiveram que deixar suas casas temporariamente e buscar abrigo com familiares ou amigos. Já os desabrigados são aqueles que dependem de abrigos públicos.
As cidades afetadas permanecem cobertas por lama e com bairros inteiros alagados, enquanto equipes de resgate continuam trabalhando ininterruptamente nas áreas atingidas.
Buscas continuam, mas chances de sobreviventes diminuem
As operações de busca seguem 24 horas por dia. Segundo o porta-voz dos bombeiros, tenente Henrique Barcellos, as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar do tempo, embora as buscas não tenham sido interrompidas.
Grande parte das vítimas foi registrada em áreas de soterramento e deslizamentos, principalmente na região Sudeste de Juiz de Fora, onde já foram contabilizadas cerca de 20 ocorrências de desabamento de terra.
Chuva histórica em Juiz de Fora
A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública após o temporal que provocou um dos maiores desastres naturais já registrados no município.
Segundo dados oficiais, o acumulado chegou a 584 milímetros, tornando fevereiro o mês mais chuvoso da história da cidade. Em alguns bairros, o volume em poucas horas foi extremo:
- 186,1 mm no bairro Nossa Senhora de Lourdes
- Entre 130 mm e 170 mm em outras regiões
Para efeito de comparação, a média histórica de chuva para todo o mês de fevereiro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, é de cerca de 170 mm.
O grande volume provocou transbordamentos generalizados. O Rio Paraibuna saiu da calha em diversos trechos, deixando bairros isolados e ruas completamente submersas.
Nova tempestade agrava situação
Mesmo após o desastre inicial, a cidade voltou a registrar chuva intensa na quarta-feira (25). Em apenas seis horas, o acumulado chegou a 113 mm, elevando o total de fevereiro para cerca de 733 mm, mais de quatro vezes a média histórica.
A Defesa Civil de Minas Gerais reforçou o alerta para que moradores não retornem às áreas de risco, principalmente encostas e locais próximos a córregos.
Segundo o chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Paulo Rezende, algumas casas chegaram a ceder durante a nova tempestade, mas não houve feridos porque os moradores já haviam sido retirados.
Autoridades também alertaram para o risco de novos deslizamentos, já que o solo permanece encharcado.
Ubá teve maior inundação dos últimos anos
Em Ubá, a cerca de 100 quilômetros de Juiz de Fora, a chuva chegou a 170 mm em aproximadamente três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos.
O Rio Ubá atingiu 7,82 metros, provocando alagamentos em diversos bairros e afetando serviços essenciais. O município também decretou estado de calamidade pública.
Outras cidades atingidas
A cidade de Matias Barbosa, com cerca de 14 mil habitantes, também foi severamente afetada. O município ficou praticamente isolado após as inundações, que atingiram o comércio e interromperam serviços públicos de saúde e educação.
Imagens aéreas mostram áreas inteiras submersas, com prejuízos generalizados para moradores e comerciantes.
Região tem grande população em áreas de risco
Segundo levantamento da Prefeitura de Juiz de Fora com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 130 mil pessoas vivem em áreas sujeitas a deslizamentos e inundações, o equivalente a aproximadamente 25% da população do município.
O que provocou as chuvas extremas
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, as chuvas intensas foram provocadas pela combinação de:
- grande concentração de umidade na atmosfera
- passagem de uma frente fria
- temperaturas do oceano acima do normal
Esses fatores aumentam a instabilidade e favorecem a ocorrência de temporais intensos e localizados.
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