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Demissões no Samu de BH motivam audiência pública na ALMG nesta terça (5)

Especialistas alertam que a redução de equipes em serviços de urgência pode agravar ainda mais a pressão sobre o sistema, afetando tanto trabalhadores quanto usuários do atendimento.

A redução no número de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Belo Horizonte será tema de audiência pública nesta terça-feira (5/5), às 16h, no Plenarinho I da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O debate será conduzido pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pela deputada Bella Gonçalves.

A discussão ocorre após a previsão de desligamento de 34 técnicos de enfermagem, contratados de forma emergencial durante a pandemia de Covid-19. Os profissionais devem deixar os cargos a partir de 1º de maio, o que levou o Ministério Público de Minas Gerais a ingressar com uma ação civil pública pedindo a suspensão das demissões.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, a medida segue diretrizes do Ministério da Saúde e estava prevista desde o início dos contratos temporários. Ainda assim, a decisão tem gerado preocupação quanto aos impactos no atendimento à população.

Impacto no atendimento

Atualmente, o Samu atende mais de 2 milhões de habitantes na capital mineira. Dados apontam que o tempo médio de resposta varia entre 40 e 50 minutos, podendo chegar a até quatro horas em períodos de alta demanda.

Com a reestruturação, o serviço passará a contar com 677 profissionais distribuídos em 28 ambulâncias — sendo 22 de suporte básico e seis de suporte avançado. Das unidades básicas, 13 terão apenas um técnico de enfermagem por plantão, enquanto nove manterão dois profissionais.

Para a deputada Bella Gonçalves, a redução pode comprometer o atendimento e colocar em risco o direito à saúde. “O Samu é essencial para garantir resposta rápida em situações de urgência e emergência, sendo decisivo para salvar vidas”, destacou no requerimento.

Debate envolve financiamento e condições de trabalho

Outro ponto que deve ser discutido na audiência é o financiamento do sistema de saúde. A prefeitura argumenta que a insuficiência de repasses estaduais impacta a manutenção dos serviços, enquanto parlamentares e órgãos de controle defendem maior transparência na gestão dos recursos.

Além dos impactos para a população, a situação também levanta preocupações sobre os direitos trabalhistas dos profissionais desligados e a possível sobrecarga das equipes remanescentes.

Foram convidados representantes da prefeitura, do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado, da Secretaria de Estado de Saúde e de entidades sindicais da área.

Contexto de pressão no sistema de saúde

O debate ocorre em meio ao aumento de casos de síndromes respiratórias na capital, cenário que levou a prefeitura a decretar situação de emergência em saúde pública recentemente.

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