Belo Horizonte enfrenta uma rotina preocupante: em média, oito ocorrências de violência por dia em centros de saúde. Somente no primeiro semestre de 2025, foram 1.518 registros, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
A situação voltou ao debate em agosto após um episódio na UPA Venda Nova, quando dois jovens foram presos por agredir funcionários e danificar patrimônio público. Em maio, três casos graves em apenas 24 horas já haviam acendido o alerta.
📊 Tensão diária no atendimento
Especialistas apontam que a falta de estrutura e a demora nos atendimentos elevam o estresse de usuários, muitas vezes resultando em agressões verbais ou físicas contra médicos e enfermeiros.
“É comum o paciente acreditar que, usando a violência, terá prioridade no atendimento. Isso se repete em vários serviços públicos”, afirma Ludmila Ribeiro, pesquisadora do Crisp/UFMG.
😔 Impacto nos trabalhadores
A diretora do Sind-Saúde/MG, Neuza Freitas, relata um cenário de agravamento:
- Casos de agressões graves, como fraturas e tentativas de mutilação.
- Muitos servidores afastados por transtornos psicológicos e uso de medicação controlada.
- Clima de insegurança crescente nas unidades.
🚓 Disputa sobre a Guarda Municipal
A crise coincidiu com uma medida polêmica da Prefeitura de BH (PBH): a retirada da Guarda Civil Municipal dos postos de saúde.
- Após pressão de sindicatos e ameaça de greve na sexta-feira (22/8), a PBH suspendeu a decisão temporariamente.
- O Sindbel, que representa os servidores, cobra a permanência dos agentes e até o reforço do efetivo.
- Já o Sindguardas BH, que representa os próprios guardas, defende a saída, alegando risco ao trabalho isolado de cada agente dentro das unidades.
Uma enfermeira da rede municipal, que preferiu não se identificar, disse que a presença da Guarda foi essencial:
“Antes vivíamos sob ameaças e agressões semanais. A ideia da retirada nos deixa inseguros.”
🏥 O que dizem as autoridades
- A PBH afirma que as unidades possuem protocolos de segurança e canais de denúncia, além de oferecer acompanhamento sociofuncional a servidores.
- A Fhemig destacou que mantém vigilância presencial, aciona a Polícia Militar quando necessário e estuda novas medidas de prevenção.
📌 Como denunciar problemas em postos de saúde de BH
- Ouvidoria PBH: 156 ou PBH App.
- BH Resolve: Rua dos Caetés, 342 – Centro, das 8h às 17h.
- Emergências: Guarda Municipal – 153.
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