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Morre jovem que conduzia moto atingida por motorista bêbado em BH; namorada já havia morrido no mesmo acidente


Dez dias após o falecimento da namorada, o jovem de 18 anos que pilotava a moto atingida por um motorista alcoolizado em Belo Horizonte também morreu. A confirmação foi feita neste domingo (28) por sua mãe. O rapaz estava internado desde o acidente ocorrido no sábado dia 13, na Avenida Álvares Cabral, no bairro Lourdes, região Centro-Sul da capital.

A moça, namorada dele, faleceu no dia 17, em consequência do mesmo episódio.

Segundo a Polícia Militar, o veículo envolvido era um Chevrolet Celta, conduzido por um homem de 22 anos, que supostamente avançou o sinal vermelho. O motorista, segundo o boletim de ocorrência, apresentava sinais de embriaguez — fala alterada, odor etílico, olhos avermelhados — e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Câmeras do sistema “Olho Vivo” registraram o momento em que o condutor do Celta avança o sinal e colide violentamente com a motocicleta. O motorista afirmou à polícia que o acidente teria ocorrido de “forma repentina” e disse não conseguir explicar como tudo se deu.

A Polícia Militar relata que o jovem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Havia também uma passageira no automóvel — uma mulher que afirmou que o condutor estava levando-a para casa após se encontrarem em um bar.

O enterro do rapaz está previsto para acontecer ainda neste domingo (28).


Contexto e implicações

Tragédias como essa acendem alerta para problemas persistentes no trânsito: dirigir embriagado, avanço de sinal e o transporte de passageiros em condições de risco têm graves consequências.

Casos recentes mostram que avanços de sinal, falhas na fiscalização e infrações de trânsito continuam sendo causas frequentes de colisões fatais em Belo Horizonte. A impunidade percebida muitas vezes desestimula a adoção de comportamentos seguros pelos condutores.

No âmbito judicial, os indícios apontam para crime de homicídio com dolo eventual (quando o condutor assume o risco de causar morte ao agir de maneira perigosa) ou homicídio culposo agravado por recusa ao bafômetro e agravantes de trânsito. A investigação deverá determinar se haverá denúncia formal e quais acusações serão oferecidas.

Sociedades de vítimas de acidentes de trânsito e entidades ligadas à mobilidade urbana costumam defender agravamento das penas para motoristas que dirigem alcoolizados. O caso reforça a importância de fiscalização constante, campanhas educativas e incentivos ao uso de transporte seguro.

Leia mais: Morre jovem que conduzia moto atingida por motorista bêbado em BH; namorada já havia morrido no mesmo acidente

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