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Alerta Nacional: Casos Graves de Viroses Disparam 91% no Brasil, Pressionando o SUS

Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) impulsionam aumento expressivo de internações, com Minas Gerais e Belo Horizonte entre as regiões mais afetadas. Ministério da Saúde libera R$ 50 milhões extras para reforçar atendimento.


O Brasil enfrenta um cenário preocupante com o aumento exponencial de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pelos vírus da Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Dados recentes do Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam um aumento alarmante de 91% nas notificações entre as últimas duas semanas de maio, em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa elevação atípica se concentra majoritariamente nos estados do centro-sul do país, colocando uma pressão significativa sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Minas Gerais e sua capital, Belo Horizonte, figuram entre as regiões em sinal de risco e com tendência de elevação de casos, inclusive entre jovens adultos. Diante da escalada das hospitalizações de adultos por SRAG, o Ministério da Saúde liberou, nesta quinta-feira (13/06), um repasse emergencial de R$ 50 milhões ao SUS, somando-se aos R$ 100 milhões já destinados em maio para o cuidado de crianças, totalizando R$ 150 milhões em incentivos emergenciais para 2025.

Vírus Prevalentes e Grupos de Risco

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, destaca que a Influenza A tem sido a principal causa de SRAG no país, afetando todas as faixas etárias, mas com maior impacto nos idosos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também contribui significativamente para o aumento dos casos, sendo a principal causa de hospitalização em crianças pequenas. “Por isso, a gente reforça a importância da vacinação contra a gripe”, enfatiza Portella.

Atualmente, 21 das 27 unidades federativas e 17 das 27 capitais, incluindo Belo Horizonte, apresentam níveis de incidência de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento a longo prazo. Especialmente preocupante é o cenário em crianças de 2 a 4 anos e idosos, que têm visto um aumento acentuado de casos graves em diversas cidades brasileiras.

Cenário em Minas Gerais: COVID-19 Mais Letal, Influenza em Ascensão

Em Minas Gerais, o panorama revela uma inversão no protagonismo das viroses. Pela primeira vez desde o início da pandemia em 2020, as hospitalizações por influenza superaram as internações por COVID-19. Até 12 de junho de 2025, o estado registrou 1.710 hospitalizações por influenza, um aumento de 169,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já a COVID-19, embora com menor número de internações (665), apresenta uma taxa de letalidade alarmante de 19,1% entre os pacientes hospitalizados, mais que o dobro da letalidade da influenza (9,24%).

Em Belo Horizonte, a tendência é similar. A cidade registrou 287 internações por influenza (aumento de 32,4% em relação a 2024) e 118 por COVID-19. A taxa de letalidade da COVID-19 na capital mineira também é superior à da influenza, atingindo 19,49% contra 12,89%.

“Os dados mostram um aumento da circulação do vírus da influenza este ano aqui em Belo Horizonte, por isso a importância da vacinação. É uma situação de alerta, de preocupação, e esperamos que nas próximas semanas a transmissão dos vírus respiratórios comece a diminuir aqui na nossa capital”, afirmou Paulo Roberto Lopes Correa, diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

O Papel Crucial da Vacinação e Desafios na Cobertura Vacinal

Especialistas e autoridades de saúde reiteram a importância da vacinação para prevenir quadros graves e óbitos. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) indicam que a maioria das mortes por influenza e COVID-19 entre 2023 e 2025 ocorreu em indivíduos com esquema vacinal incompleto ou desatualizado. “A vacinação em dia é fundamental para evitarmos o agravamento dos casos e novos óbitos, especialmente entre os públicos mais vulneráveis, como crianças e idosos. A maioria dos óbitos tem ocorrido entre não vacinados. Isso demonstra que a vacina salva vidas”, salienta o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Apesar da oferta de imunizantes na rede pública, a cobertura vacinal ainda está abaixo das metas. Em Minas Gerais, das 7,8 milhões de doses da vacina contra a gripe enviadas pelo governo federal, apenas 5 milhões foram aplicadas até 11 de junho. Em Belo Horizonte, a cobertura vacinal contra a gripe atingiu 53,2%, abaixo da meta de 90% para o público-alvo. A cobertura da vacina contra a COVID-19 também preocupa, com a segunda dose da monovalente em 88,7%, mas caindo drasticamente para a quarta dose (21,7%) e a bivalente (23,4%).

O imunologista Unaí Tupinambás ressalta a necessidade de ampliar a cobertura vacinal contra a influenza e de manter a capacidade diagnóstica para distinguir entre os diferentes vírus. Ele enfatiza que a experiência com a COVID-19 deve ser utilizada para estruturar uma resposta integrada e eficiente às doenças respiratórias sazonais. “Os casos graves ainda estão acontecendo de forma inaceitável, tendo em vista que temos vacinas eficazes”, reforça Tupinambás.

Medidas e Recomendações

O Ministério da Saúde liberou o novo repasse de R$ 50 milhões para estados e municípios que decretaram emergência em saúde pública devido ao aumento de casos de SRAG. Os recursos serão destinados à manutenção de leitos hospitalares e à contratação de equipes para reforçar o atendimento especializado.

A população é orientada a buscar a vacinação contra a gripe e a COVID-19 nos centros de saúde. Em Belo Horizonte, a vacina contra a COVID-19, que antes era aplicada em pontos específicos, agora está disponível em 153 centros de saúde da cidade, além do Serviço de Atenção à Saúde do Viajante para idosos e pessoas com comorbidades. Crianças de 6 meses a 11 anos continuam com vacinas em unidades de saúde específicas. A vacina da gripe é oferecida nos mesmos centros de saúde e em pontos extras.

Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identificação com foto, cartão de vacina e CPF. É importante não ter tido COVID-19 ou início de sintomas nos últimos 30 dias. Imunocomprometidos e puérperas devem apresentar documentação adicional. Além da vacinação, o uso de máscaras em ambientes fechados e o distanciamento social em aglomerações continuam sendo medidas importantes para a proteção individual e coletiva.

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