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Consórcio imobiliário cresce 40% em 2025 e atrai 4 em cada 10 belo-horizontinos

Alta da Selic e burocracia dos financiamentos convencionais impulsionam novo modelo de investimento no setor de imóveis

O consórcio de imóveis está ganhando espaço no planejamento financeiro dos belo-horizontinos. Segundo uma pesquisa realizada pela fintech Loft, em parceria com a Offerwise, 41% dos moradores da capital mineira demonstram interesse em adquirir um imóvel por meio dessa modalidade. O número acompanha o desempenho nacional do setor, que registrou um crescimento expressivo de 40,8% no primeiro semestre de 2025 — o dobro da expectativa inicial da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), que previa alta de 20%.

O levantamento indica que 29% dos entrevistados afirmaram que provavelmente adeririam a um consórcio, enquanto 12% disseram ter certeza da contratação. No entanto, 40% seguem indecisos, e 16% desse grupo atribuem a dúvida à falta de informações sobre o funcionamento da modalidade.

Para o gerente de Dados da Loft, Fábio Takahashi, o consórcio se tornou uma alternativa viável ao financiamento tradicional, sobretudo diante da alta da taxa Selic, atualmente em 15%. “Como o consórcio não cobra juros, o custo final tende a ser menor para quem pode planejar e esperar a contemplação. Isso faz com que ele seja mais vantajoso em momentos de juros altos”, explica.


Quem mais adere ao consórcio em BH?

A pesquisa também identificou que o interesse é maior entre os moradores da classe A, onde 67% se mostraram favoráveis à modalidade. Já nas demais classes, a aceitação é mais moderada: 42% na classe B, 35% na classe C e 42% nas classes D/E. Segundo Takahashi, essa diferença pode ser explicada pelo maior acesso à informação e maior capacidade de planejamento da população com maior renda.


Panorama nacional dos consórcios em 2025

O setor de consórcios no Brasil movimentou R$ 222,39 bilhões no primeiro semestre deste ano, abrangendo diferentes categorias. Veja os destaques:

  • Imóveis: crescimento de 40,8% e 67,96 mil contemplações
  • Eletroeletrônicos: crescimento de 98,2%
  • Serviços: alta de 13,1%
  • Veículos leves: +12,5%
  • Motocicletas: +8,2%
  • Veículos pesados: única queda, com retração de 15%

O tíquete médio das cotas também subiu: em junho de 2025, ficou em R$ 92,58 mil, 14% acima do valor médio do mesmo mês em 2024.


O desafio: falta de informação ainda freia adesão

Apesar dos avanços, o mercado ainda enfrenta resistência por desinformação. “Quase metade dos entrevistados está indecisa. O desafio do setor é oferecer não apenas o produto, mas garantir que ele seja compreendido por todos os públicos”, afirma Takahashi. Ele vê aí uma oportunidade de expansão com mais educação financeira e transparência nas ofertas.


Consórcio x financiamento: o que considerar

  • Consórcio: sem juros, mas exige tempo para contemplação e planejamento.
  • Financiamento: entrega imediata, porém com altos custos por conta da Selic.

Com o crescimento do setor, a tendência é que mais brasileiros – e especialmente os belo-horizontinos – passem a considerar o consórcio não apenas como uma alternativa, mas como uma estratégia de investimento sólida e econômica.

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