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Até 17 ministros podem deixar o governo Lula para disputar eleições em 2026

Esplanada deve passar por ampla reformulação até abril; Planalto aposta em candidaturas para fortalecer base aliada no Congresso

A proximidade do prazo legal de desincompatibilização deve provocar uma ampla reforma ministerial no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até abril, ao menos 17 dos 38 ministros avaliam deixar seus cargos para disputar as eleições de 2026, conforme exige a legislação eleitoral.

A estratégia do Palácio do Planalto é transformar a Esplanada dos Ministérios em um trampolim eleitoral, com o objetivo de ampliar a base aliada no Congresso Nacional em um eventual quarto mandato de Lula, especialmente no Senado, considerado peça-chave na correlação de forças institucionais.

Gleisi, Haddad e Rui Costa no centro das articulações

Um dos movimentos mais sensíveis envolve a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), responsável pela articulação política do governo. Ela deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A sucessão na pasta ainda é incerta, mas, pelo desenho tradicional, o posto pode ser ocupado pelo secretário-executivo Marcelo Costa.

Inicialmente, Gleisi cogitava disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas mudou de plano após um pedido direto de Lula. O presidente avalia que sua candidatura ao Senado é estratégica para conter o projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta formar maioria na Casa para avançar em pautas sensíveis, como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro nome central nas discussões é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). Apesar de reiterar publicamente que não pretende disputar cargos em 2026, Lula trabalha para convencê-lo a concorrer ao Senado por São Paulo ou ao governo do Estado. Caso Haddad deixe o cargo, o nome mais cotado para assumir a pasta é o do secretário-executivo Dario Durigan.

Já o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), também deve se afastar do governo. Ele é cotado para disputar uma vaga no Senado ou até retornar à corrida pelo governo da Bahia. A secretária-executiva Miriam Belchior é apontada como provável substituta.

Simone Tebet, Anielle e mudanças na comunicação

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), avalia deixar o cargo para disputar novamente o Senado. Embora eleita por Mato Grosso do Sul, aliados discutem a possibilidade de uma candidatura por São Paulo, diante da perda de espaço político em seu Estado de origem. O assessor especial da Casa Civil Bruno Moretti surge como possível sucessor.

No campo da comunicação, o secretário Sidônio Palmeira deve deixar o cargo para coordenar a campanha de reeleição de Lula, função que já exerceu em 2022. Como não pretende disputar mandato eletivo, ele não está sujeito ao prazo de desincompatibilização.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), também deve se afastar até abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pela primeira vez.

Cenário paulista e pressão sobre Alckmin

Em São Paulo, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorra à Presidência, Lula avalia lançar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao governo estadual. Mesmo que permaneça na vice, Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que tende a ser assumido pelo secretário-executivo Márcio Elias Rosa.

Cultura, Educação e Meio Ambiente

A primeira-dama Janja defende que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, concorra a deputada federal. A cantora avalia se filiar ao PT, mas ainda não tomou decisão definitiva.

No Ministério da Educação, Camilo Santana (PT) vem sendo pressionado a disputar o governo do Ceará, caso Ciro Gomes entre na corrida. O ministro, porém, afirma que pretende atuar na campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).

Na área ambiental, a ministra Marina Silva (Rede-SP) também é citada como possível candidata ao Senado por São Paulo, o que exigiria seu afastamento do cargo.

Outros ministros na disputa eleitoral

Outros integrantes do primeiro escalão já comunicaram ao Planalto a intenção de deixar o governo para disputar cargos eletivos:

  • Renan Filho (MDB) – Transportes: candidato ao governo de Alagoas
  • Jader Filho (MDB) – Cidades: candidato à Câmara pelo Pará
  • André de Paula (PSD) – Pesca
  • Silvio Costa Filho (Republicanos) – Portos e Aeroportos
  • Waldez Góes (PDT) – Integração
  • Sônia Guajajara (PSOL) – Povos Indígenas: reeleição à Câmara
  • Carlos Fávaro (PSD) – Agricultura: reeleição ao Senado por Mato Grosso

No Ministério do Trabalho, Luiz Marinho (PT) desistiu de disputar a Câmara após pedido de Lula. O PT deve lançar Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Com a saída em massa de ministros, o governo deve passar por uma das maiores reformas administrativas do atual mandato, em um movimento que mistura estratégia eleitoral, rearranjo político e preparação para a disputa presidencial de 2026.

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