A multinacional brasileira Ambipar firmou um protocolo de intenções com o Ministério dos Povos Indígenas, na última semana, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. A parceria, sem processo de licitação, visa a realização de projetos de sustentabilidade e prevenção de desastres em terras indígenas, abrangendo 1 milhão de quilômetros quadrados — o que representa 14% do território nacional.
A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18), que promove a Igualdade Étnico-Racial, proclamado pela ONU em setembro de 2023. O foco principal do acordo é o desenvolvimento sustentável nas áreas indígenas, incluindo o reflorestamento, o combate a incêndios e a conservação ambiental.
Além de ações voltadas para a preservação do meio ambiente, o pacto também prevê a capacitação de jovens indígenas, com o intuito de gerar fontes de renda. Os cursos de formação serão voltados à gestão de resíduos e ao cuidado com a biodiversidade, atividades que valorizam os serviços ecossistêmicos. A implementação das ações será feita com consulta prévia às comunidades, conforme os requisitos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Visões otimistas
Rafael Tello, vice-presidente de Sustentabilidade da Ambipar, expressou sua expectativa positiva em relação ao acordo. Para ele, a colaboração tem o poder de transformar desafios ambientais em oportunidades sustentáveis, com benefícios diretos para as comunidades indígenas, que desempenham um papel crucial na preservação ambiental.
O secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, também ressaltou a importância do acordo para o fortalecimento de políticas públicas adequadas às realidades culturais dos povos indígenas, além de garantir que os benefícios das ações cheguem efetivamente às comunidades.
Críticas e pedidos de transparência
O acordo, no entanto, não passou por processo de licitação e não foi analisado pelo Congresso Nacional, o que gerou críticas de parlamentares. O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) foi um dos primeiros a se manifestar, questionando a falta de transparência do processo e alertando para possíveis riscos à soberania nacional, dado o valor estratégico das terras indígenas, ricas em minérios e biodiversidade.
Barros anunciou que pedirá o contrato firmado entre o governo e a Ambipar para uma análise detalhada do que foi acordado e disse que irá acionar o Ministério Público para investigar o caso.
A parceria entre o governo Lula e o grupo bilionário está gerando debates sobre o equilíbrio entre os benefícios da colaboração para a sustentabilidade e os questionamentos sobre o impacto em questões de soberania e transparência nas decisões.
Leia mais: SEM LICITAÇÃO – Grupo bilionário ganha contrato para cuidar de terras indígenas- Festival do Quiabo de Alpercata 2026 terá Zé Neto & Cristiano, Murilo Huff e Mumuzinho
- Belo Horizonte fortalece cenário internacional da dança comAX o projeto “BH Cidade do Zouk Brasileiro, da Lambada e do Forró”
- Quase 9 em cada 10 famílias de BH seguem endividadas, aponta PEIC
- Mais de 11 milhões de mineiros não concluíram educação básica, aponta debate na ALMG
- Mudanças na CNH dividem opiniões em seminário sobre trânsito na Assembleia de Minas
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira
CLIQUE NO BANNER E ENTRE PRO NOSSO GRUPO
Para comentar as reportagens acesse; https://www.facebook.com/BHaovivoNews/ , https://x.com/Bhaovivonews e/ou https://www.threads.net/@bhaovivonews




