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Hezbollah transfere líderes à América do Sul e acende alerta internacional sobre terrorismo e segurança regional

Cerca de 400 comandantes de campo do Hezbollah deixaram o Líbano e desembarcaram recentemente em países da América do Sul, incluindo o Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador, segundo revelação do jornal árabe Al Hadath. A movimentação silenciosa, que também envolveu familiares dos militantes, acende um alerta para autoridades de segurança internacionais e latino-americanas quanto à possível ampliação das redes de financiamento e atuação do grupo terrorista na região.

Decisão estratégica após fim de conflito com Israel

A decisão de redistribuir líderes fora do Líbano teria partido da cúpula do próprio Hezbollah, diante da iminente desarticulação de sua infraestrutura militar no sul libanês, tradicional reduto da organização xiita. A ordem, emitida em abril, buscaria evitar ataques de represália israelenses e permitir a reconfiguração das operações do grupo longe da pressão militar e diplomática crescente sobre Beirute.

Tríplice Fronteira segue como principal foco

O destino prioritário dos militantes seria a Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, região já historicamente usada pelo grupo como base logística para lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, contrabando e financiamento de terrorismo. A inteligência dos Estados Unidos passou a monitorar com mais intensidade a área nas últimas semanas.

Washington, inclusive, anunciou nesta segunda-feira (21) uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações que levem à desarticulação das redes criminosas ligadas ao Hezbollah na América do Sul. Fontes diplomáticas apontam que mais de 300 comandantes já estariam instalados na região.

Brasil na rota do Hezbollah

Ainda não há confirmação oficial do governo brasileiro sobre a entrada dos militantes. No entanto, fontes ligadas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Polícia Federal admitem, sob anonimato, que há investigações em curso desde maio sobre movimentações atípicas de estrangeiros com possível ligação ao grupo. O Ministério da Justiça e Segurança Pública não se pronunciou oficialmente até o fechamento desta reportagem.

Segundo especialistas em contraterrorismo, o Brasil tem uma legislação branda em relação ao financiamento do terrorismo e lacunas de monitoramento migratório que tornam o país um terreno fértil para infiltrações silenciosas.

Hezbollah rejeita desarmamento e promete “novo confronto”

No Líbano, o general Joseph Aoun, atual presidente interino e comandante das Forças Armadas, afirmou que todas as armas no país deveriam ser centralizadas sob controle estatal e que o desarmamento do Hezbollah ocorreria por meio do diálogo, evitando confronto interno. A resposta do grupo veio nesta segunda-feira (21), por meio do líder Naim Qassem, que rejeitou qualquer possibilidade de entrega das armas.

“O Hezbollah só dialogará quando a ameaça israelita desaparecer. Até lá, manteremos nossas armas e, se necessário, responderemos com confronto”, declarou Qassem, aumentando a tensão em Beirute.

O que está em jogo

Para analistas internacionais, a movimentação do Hezbollah marca um novo capítulo na infiltração geopolítica do Oriente Médio na América Latina. A presença de células do grupo no continente já era monitorada desde os anos 1990 — especialmente após os atentados contra a embaixada de Israel e à sede da AMIA, ambos em Buenos Aires. Agora, o que se vê é um reposicionamento estratégico de alto escalão, que poderia representar uma nova fase de cooptação de facções criminosas locais e ampliação de redes de tráfico e contrabando.

“Estamos diante de um movimento deliberado para transformar a América do Sul em um novo bastião logístico do Hezbollah”, alerta o ex-embaixador Rubens Barbosa, especialista em relações internacionais. “O Brasil precisa levar isso muito a sério”.

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