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Crise na FAB: aviões da Força Aérea só têm combustível garantido até 3 de agosto

A Força Aérea Brasileira (FAB) enfrenta uma grave crise orçamentária e pode suspender voos a partir de 3 de agosto por falta de querosene de aviação (QAV), combustível essencial para as operações de suas aeronaves. A informação foi confirmada pelo Comando da Aeronáutica (Comaer), que aponta o contingenciamento de R$ 812,2 milhões em maio como fator determinante para o colapso logístico.

🔻 Impacto generalizado
Segundo nota do Comando da Aeronáutica, o corte teve “impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais até as logísticas e administrativas”. Além da falta de combustível, a manutenção das aeronaves também foi comprometida, colocando em risco tanto voos de rotina quanto missões críticas, como o transporte de órgãos para transplantes e operações humanitárias.

✈️ FAB além das autoridades
Embora os aviões da FAB sejam frequentemente usados por autoridades do alto escalão — como presidentes, ministros e comandantes das Forças Armadas —, muitas operações envolvem ações de emergência, assistência médica e segurança nacional.

💸 Orçamento insuficiente
O orçamento da Aeronáutica em 2025 é de R$ 29,4 bilhões, dos quais:

  • R$ 23,7 bilhões (80%) estão comprometidos com despesas de pessoal (salários e pensões);
  • Apenas R$ 2,2 bilhões são destinados à compra de insumos e materiais, como o QAV;
  • Outros R$ 1,6 bilhão vão para investimentos em infraestrutura e modernização.

Até julho, R$ 13,2 bilhões já foram executados, e o saldo restante não garante a continuidade plena das atividades operacionais.

🌍 Gastos em meio à crise
Em contraste com os cortes, o governo federal determinou a instalação de duas salas VIP da FAB na COP 30, conferência climática da ONU marcada para novembro em Belém (PA). A medida gerou críticas em meio à crise financeira da Aeronáutica.

⚠️ Risco à segurança e saúde pública
A possibilidade de paralisação preocupa setores da saúde, da defesa e da gestão pública. Sem combustível, a FAB pode deixar de realizar voos vitais, como resgates, atendimentos a áreas isoladas e transporte emergencial de insumos e pacientes.

🔎 O Ministério da Defesa ainda não informou se haverá recomposição orçamentária emergencial ou realocação de recursos para garantir a continuidade das operações.

Enquanto isso, a FAB alerta: sem liberação de verba, os voos poderão ser suspensos em menos de duas semanas.

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