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Recuperações judiciais disparam no Brasil, enquanto governo celebra números do emprego

O número de pedidos de recuperação judicial no Brasil disparou em 2024, atingindo o maior patamar desde 2016. De acordo com levantamento da Serasa Experian, foram 2.273 solicitações no ano passado, contra 1.405 em 2023, o que representa uma alta de 61,8%.

Somente no primeiro trimestre de 2025, já foram contabilizados 471 novos pedidos, sinalizando que a tendência de crescimento deve continuar ao longo deste ano. Os setores mais afetados são indústria, comércio e serviços, especialmente pequenas e médias empresas, mais vulneráveis ao cenário de juros elevados e à desaceleração da economia.

Governo destaca emprego, mas ignora recuperação judicial

Apesar do aumento expressivo das falências e recuperações judiciais, o governo federal tem enfatizado os números positivos do mercado de trabalho. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou que os impactos da recente crise comercial — agravada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros — são “diminutos” e que ainda não há reflexo mensurável nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Entretanto, especialistas apontam que o crescimento das recuperações judiciais pode ser um sinal de alerta antecipado, já que muitas empresas, mesmo mantendo empregos no curto prazo, não conseguem sustentar sua atividade a médio e longo prazo.

Descompasso entre discurso e realidade empresarial

Enquanto o governo comemora os dados de emprego, empresários destacam que o ambiente de negócios segue desafiador. O caso da Taurus, fabricante de armas que anunciou a transferência de parte da sua produção para os Estados Unidos devido ao ambiente regulatório e comercial no Brasil, é um exemplo de como as tensões internacionais afetam diretamente o setor produtivo.

A falta de uma análise aprofundada sobre o aumento das falências levanta questionamentos sobre a abrangência dos indicadores utilizados pelo governo para medir a saúde da economia. “A recuperação judicial é um dos termômetros mais importantes da sustentabilidade empresarial e, por consequência, do emprego. Ignorá-la é correr o risco de ter uma visão parcial da realidade”, avalia o economista Marcos Lisboa, em entrevista recente.

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