No contexto dos protestos de 7 de Setembro de 2025, o The New York Times evidenciou, em sua análise publicada em 8 de setembro, a expressiva mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contrastando com manifestações de esquerda de menor alcance. O jornal descreveu os eventos como “protestos políticos rivais”, ressaltando que as imagens aéreas mostraram claramente que os apoiadores de Bolsonaro superavam significativamente os manifestantes de esquerda, evidenciando sua relevância contínua como força política no Brasil”.
Uso de símbolos norte-americanos chama atenção
A reportagem destacou a presença marcante de símbolos dos Estados Unidos. Em São Paulo, avenidas foram tomadas por manifestantes vestidos de verde e amarelo, enquanto em Copacabana, os elogios aos EUA foram mais visíveis que no ano anterior. Em Brasília, um homem posou usando uma máscara de Donald Trump; no Rio, ambulantes venderam camisetas com a figura do ex-presidente norte-americano junto com a palavra “Magnitsky”, alusão à lei estadunidense que prevê sanções à Suprema Corte brasileira. Já em São Paulo, manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos EUA sobre as cabeças.
Contexto judicial e político
O NYT também observou que é “amplamente esperado” que o Supremo Tribunal Federal condene Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, o que poderia resultar em pena de mais de 40 anos de prisão. Paralelamente, o foco se volta ao Congresso, onde tramita proposta de anistia ampla, que poderia livrar Bolsonaro e seus apoiadores do cárcere — embora, nesse cenário, o ex-presidente ficaria impedido de disputar cargos futuros.
O periódico ainda citou o discurso feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na véspera dos atos (6 de setembro), no qual declarou que o Brasil “não será novamente colônia de ninguém” e que a história “não perdoará” políticos que incentivam sanções externas.
Comparativo de público: USP e Poder360
Dados do Monitor do Debate Político da USP (em parceria com o Cebrap e a ONG More in Common) mostram que o ato pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, no pico da mobilização (16h03), reuniu cerca de 42,2 mil pessoas, com margem de erro de 12%, o que indica um intervalo de 37,1 mil a 47,3 mil participantes. Já o protesto de esquerda, realizado pela manhã na Praça da República, teve estimativa da USP de 8,8 mil participantes, variando entre 7,7 mil e 9,8 mil.
Outra estimativa obtida pelo site Poder360, também baseada em fotos aéreas e em metodologia de densidade da área ocupada, sugeriu um público ainda maior no ato da direita: aproximadamente 48,8 mil pessoas.
Panorama geral
Os números refletem, de maneira clara, a desigual mobilização entre os grupos: a mobilização a favor de Bolsonaro foi quase cinco vezes maior que a da esquerda em São Paulo — fato que reforça sua capacidade de mobilizar mesmo diante dos seus desafios judiciais. A cobertura do NYT, com foco na simbologia nacionalista e americana, reforça essa potencialidade política ainda presente nas ruas.
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