O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado a tiros nesta segunda-feira (15/9) em Praia Grande, no litoral sul paulista. O crime ocorreu por volta das 18h20 na Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, quando ele dirigia seu carro foi perseguido por homens armados, colidiu contra um ônibus e foi executado em emboscada.
Detalhes do caso
Fontes tinha 63 anos e ocupava o cargo de Secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Anteriormente, atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil de São Paulo, tendo sido delegado-geral entre 2019 e 2022. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele foi seguido por criminosos em veículo, houve perseguição, seu carro perdeu o controle, colidiu com ônibus(s), capotou, e então homens encapuzados desceram do veículo de perseguição com armas de grosso calibre (fuzis) e dispararam contra ele.
Ao menos dois veículos usados pelos criminosos foram localizados pela polícia. A cena foi preservada para perícia.
A Secretaria de Segurança Pública de SP confirmou que se trata de um atentado; já há reforço policial na Baixada Santista, com equipes do Deic, DHPP, polícia militar, e o GAECO será acionado para apoio na investigação.
Trajetória de Ruy Ferraz Fontes
Durante seu tempo na Polícia Civil, Fontes teve papel de destaque no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele participou do indiciamento de líderes da facção, inclusive “Marcola” (Marcos Willians Herbas Camacho).
Atuou como delegado em unidades do Deic, Denarc, DHPP, Decap, roubo a bancos, narcotráfico e investigação de entorpecentes. Também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal.
Linhas de investigação
Uma das hipóteses investigadas é de que a execução tenha sido motivada por vingança ou retaliação pelo trabalho de Fontes no enfrentamento ao crime organizado.
A Polícia ainda apura quem seriam o(s) executor(es) e eventual mandante.
A força-tarefa determinada pelas autoridades inclui órgãos como Deic, DHPP, Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e GAECO.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou o assassinato como “covarde” e prometeu punição exemplar aos responsáveis.
A população local e autoridades manifestam medo e pedidos de reforço de segurança, especialmente na Baixada Santista.
O ex-delegado já havia expressado preocupação com sua segurança pública e pessoal anteriormente. Há notícias de que ele chegou a reclamar que “os bandidos sabem onde moro”.
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