O governo de Nicolás Maduro anunciou um exercício nacional envolvendo civis e militares neste sábado (27), com o objetivo de preparar a população para catástrofes naturais e possíveis conflitos armados.
Durante o evento, Maduro reforçou a necessidade de “união popular-militar-policial” e convocou voluntários com formação em primeiros socorros para apoiar o mutirão, sob o lema “pessoas preparadas são pessoas indestrutíveis”.
O anúncio ocorre em um momento de pressão, intensificada por movimentos sísmicos recentes, atribuídos pelo regime a um “enxame de falhas” geológicas que afetam a América do Sul.
Além disso, o regime decretou o fechamento da fronteira com o Brasil, alegando que a medida complementa ações de segurança e controle em meio às manobras militares.
Este tipo de mobilização popular para fins militares já havia sido observado em vídeos recentes que mostravam civis treinando com armas em bairros venezuelanos, levantando suspeitas sobre a militarização da sociedade civil.
Na mesma linha, o regime realizou exercícios militares chamados “Sovereign Caribbean”, na ilha de La Orchila, com uso de drones, navios de guerra e ações eletrônicas em resposta à presença militar dos EUA no Caribe.
A iniciativa de Maduro reafirma a narrativa oficial de que Venezuela se prepara para defender-se contra ameaças externas, ao mesmo tempo em que utiliza mobilizações civis como instrumento de propaganda e controle interno.
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