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Vereador diz ter recusado proposta milionária para atacar Banco Central em favor do Banco Master

Parlamentar afirma que agência de marketing tentou articular campanha digital para questionar liquidação da instituição financeira

O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim, no Rio Grande do Sul, afirmou que foi procurado por uma agência de marketing com uma proposta para produzir conteúdos nas redes sociais críticos ao Banco Central (BC), em meio à liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo ele, o objetivo seria construir uma narrativa de que a autoridade monetária teria agido de forma precipitada e irregular no processo.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, exibido na noite desta terça-feira (6).

Proposta envolvia acordo de confidencialidade

De acordo com o parlamentar, o primeiro contato ocorreu por meio de seu assessor. A agência teria destacado o alcance de suas redes sociais — especialmente no Instagram, onde o vereador soma cerca de 1,7 milhão de seguidores — e condicionado a apresentação da proposta à assinatura de um acordo de confidencialidade.

O documento previa multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento. “Disseram que se tratava de informações sensíveis, de interesse político, e que só poderiam ser apresentadas após a assinatura do contrato”, relatou.

Conteúdo miraria o Banco Central

Após a formalização do acordo de sigilo, Rony afirma que os representantes da agência detalharam a proposta: a produção de vídeos e publicações que colocariam em dúvida a atuação do Banco Central, apresentando o Banco Master como vítima da liquidação.

Segundo o vereador, a estratégia envolveria questionamentos sobre a rapidez do processo e se apoiaria em um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou indícios de pressa na condução da medida.

O parlamentar disse que não chegou a discutir valores, mas que ficou claro que a remuneração seria milionária, superior inclusive ao valor da multa prevista no contrato. “Era um valor muito alto. Não cheguei a negociar, mas isso ficou implícito”, afirmou.

Recusa e denúncia pública

Após analisar o caso e conversar com familiares, Rony decidiu recusar a proposta, comunicando a decisão por mensagem, sem avançar para a assinatura de contrato de prestação de serviços.

“O dinheiro não pode comprar todo mundo. Não pode comprar o silêncio de todo mundo”, declarou.

Dias depois, ao acompanhar a repercussão do caso do Banco Master, o vereador afirmou ter percebido semelhança entre a narrativa apresentada pela agência e conteúdos que passaram a circular nas redes sociais, o que reforçou suas suspeitas de uma ação coordenada.

Influenciadores também teriam sido procurados

Durante a entrevista, Rony afirmou que outros influenciadores e agentes políticos também teriam recebido propostas semelhantes. Ele citou a influenciadora Juliana Moreira Leite, que, segundo ele, também teria recusado a oferta.

O vereador disse ainda que a própria agência lhe enviou exemplos de vídeos que serviriam como modelo para o conteúdo solicitado, mencionando nomes como Paulo Cardoso, Marcelo Renó, André Dias e Carol Dias. Para ele, isso indicaria que a confidencialidade foi quebrada pela própria empresa.

Repercussão e ausência de medidas judiciais

Após tornar o caso público em um vídeo nas redes sociais, Rony afirmou que a denúncia teve grande repercussão, com mais de dois milhões de visualizações em poucas horas, além de contatos de veículos de imprensa nacionais.

Até o momento, segundo ele, não houve notificações judiciais, pedidos de retirada do conteúdo ou ameaças diretas, embora tenha adotado cuidados adicionais após a exposição do caso.

Impacto institucional

Ao explicar por que decidiu tornar o episódio público, o vereador afirmou que a situação ultrapassa interesses individuais. “Não é sobre dinheiro. É algo muito maior, que pode afetar investidores, instituições e o próprio andamento das investigações”, disse.

Segundo ele, a exposição do caso busca garantir transparência e evitar que a apuração sobre a liquidação do Banco Master seja esvaziada por campanhas de desinformação.

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