A maioria dos brasileiros é favorável à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. É o que revela uma pesquisa Atlas/Intel divulgada nesta terça-feira (3), em meio à repercussão da decisão dos Estados Unidos de incluir as duas facções em sua lista de grupos terroristas.
Segundo o levantamento, 55,9% dos entrevistados defendem que o Brasil adote a mesma medida. Outros 40,8% são contrários à classificação, enquanto cerca de 3% não souberam ou preferiram não responder.
O resultado evidencia que o tema da segurança pública e do combate ao crime organizado continua entre as principais preocupações da população e tende a ganhar protagonismo na corrida presidencial de 2026.
Decisão dos EUA divide opiniões
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a decisão do governo do presidente Donald Trump de classificar PCC e CV como organizações terroristas.
De acordo com os dados, 53% aprovam a medida adotada pelos Estados Unidos, enquanto 45% desaprovam. O levantamento mostra ainda que o tema desperta preocupações relacionadas à soberania nacional e ao combate ao crime organizado.
Para 47,7% dos entrevistados, a decisão norte-americana pode representar uma ameaça à soberania brasileira e abrir espaço para algum tipo de interferência externa. Por outro lado, 44,7% consideram a medida necessária para fortalecer o enfrentamento às facções criminosas.
Impactos da medida também dividem os brasileiros
Quando questionados sobre os efeitos práticos da classificação, os entrevistados apresentaram avaliações distintas.
Segundo a Atlas/Intel:
- 29,6% acreditam que a medida não terá impacto relevante;
- 26,8% avaliam que a decisão pode melhorar significativamente a segurança pública no Brasil;
- 17,2% entendem que a situação pode piorar;
- os demais entrevistados apontaram impactos moderados ou não souberam responder.
A divisão também aparece quando o assunto é soberania nacional. Para 49,7% dos participantes, a medida dos Estados Unidos não configura agressão ao Brasil. Já 49,4% entendem que a iniciativa representa uma interferência em assuntos internos do país.
Segurança pública entra no centro da disputa política
A classificação das facções ganhou dimensão política após a medida anunciada pelo governo norte-americano e passou a ser utilizada por diferentes grupos políticos no Brasil.
Parlamentares da oposição defendem que o governo brasileiro adote posição semelhante, argumentando que PCC e Comando Vermelho possuem estrutura transnacional, movimentam bilhões de reais com atividades ilícitas e exercem influência em diversos estados brasileiros e países da América Latina.
Já integrantes do governo federal e especialistas em relações internacionais alertam para possíveis implicações diplomáticas e jurídicas da adoção do termo “terrorismo”, além de defenderem que o combate às facções deve ocorrer dentro da legislação penal já existente.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento Atlas/Intel ouviu 1.273 brasileiros entre os dias 30 de maio e 3 de junho de 2026 por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Leia mais: Maioria dos brasileiros apoia classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, aponta pesquisaAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




