O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, manteve a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (30), conforme expectativa do mercado e decisão tomada por unanimidade pelos nove membros do colegiado. Após sete altas consecutivas — totalizando 4,5 pontos desde setembro de 2024 — o patamar atual marca o nível mais alto da Selic em quase 20 anos.
O Copom justificou a decisão citando o ambiente externo mais desafiador, em meio à incerteza sobre políticas comerciais e fiscais dos Estados Unidos, o que tem impactado os mercados emergentes. A inflação brasileira desacelerou: o IPCA registrou alta de 0,24% em junho e acumula 5,35% em 12 meses — ainda acima da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto.
O próprio Copom sinaliza que pode retomar os ajustes na Selic se as condições macroeconômicas exigirem, mas que agora o foco é avaliar os efeitos das elevações anteriores.
Fed mantém juros nos EUA pela quinta vez: decisão tem dissidência rara
Também na quarta (30), o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos manteve a taxa básica de juros entre 4,25% e 4,5% ao ano, pela quinta reunião consecutiva. A decisão, esperada pelo mercado, ocorreu apesar das críticas do então ex-presidente Donald Trump, que clamava por cortes — inclusive pressionando publicamente o presidente do Fed, Jerome Powell.
Pela primeira vez em 32 anos, houve dissidência: dois dos doze membros do FOMC votaram a favor de uma redução de 0,25 ponto percentual, sinalizando divisão interna. O Fed ressaltou que, apesar de desaceleração da economia, o mercado de trabalho segue sólido e a inflação permanece algo elevada, mantendo a postura cautelosa.
⚠️ Reações do mercado e setores produtivos
No Brasil, a decisão não agradou ao setor produtivo: o presidente da CDL/BH alertou que os juros mais altos em 20 anos fragilizam empresários e consumidores, prejudicando confiança e consumo. Já a Fiemg manifestou preocupação com a alta robusta da Selic em um contexto de incerteza fiscal e tensão comercial internacional.
Para analistas como Marcelo Bolzan, do mercado financeiro, é esperado que a Selic se mantenha em 15% nas próximas reuniões, com cortes só sendo considerados se houver mudanças significativas no cenário inflacionário ou externo.
📈 O que muda daqui para frente
- Inflação ainda pressionada: o IPCA segue acima da meta, exigindo manutenção da taxa por mais tempo.
- Dólar e fluxos de capital: o diferencial entre juros brasileiros e americanos traz atratividade para o real, atraindo capital estrangeiro apesar do clima fiscal incerto.
- Cenário para cortes: o primeiro corte da Selic agora é posto mais adiante — algumas projeções o veem apenas em início de 2026, com possibilidade de redução mais acentuada em 2026 e 2027.
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