Professores e trabalhadores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte decidiram manter a greve por tempo indeterminado após assembleia realizada nesta terça-feira (5), na Praça da Estação, região central da capital. A paralisação continua sem previsão de término e afeta o funcionamento de diversas escolas municipais.
De acordo com o Sind-REDE/BH, cerca de mil profissionais participaram da votação, aprovando por ampla maioria a continuidade do movimento. A categoria aponta falta de avanço nas negociações com a prefeitura, além de problemas estruturais nas escolas, como sobrecarga de trabalho e déficit de profissionais de apoio.
Críticas ao ensino integral e condições de trabalho
Entre os principais pontos de insatisfação está a proposta de ampliação do ensino em tempo integral. Segundo o sindicato, o modelo pode abrir espaço para substituição de professores por monitores em determinadas atividades, o que, na avaliação da entidade, representa risco de precarização do ensino público.
Os trabalhadores também denunciam dificuldades no dia a dia escolar, incluindo acúmulo de funções e impacto na qualidade da educação oferecida aos alunos.
Declarações do prefeito aumentam tensão
O movimento ganhou novos contornos após declarações do prefeito Álvaro Damião, que afirmou não ter “preocupação” com a greve e disse não identificar justificativas para a paralisação. A fala gerou reação negativa entre os profissionais da educação, que consideraram o posicionamento desrespeitoso.
O chefe do Executivo municipal, por sua vez, sustenta que a administração cumpre os acordos firmados anteriormente com a categoria e mantém diálogo com representantes da educação. Ele também defendeu mudanças em contratos de serviços terceirizados, como merenda e portaria, afirmando que a medida busca garantir que os recursos cheguem diretamente aos trabalhadores.
Prefeitura destaca medidas e acordos vigentes
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que há um acordo em vigor com a categoria, com validade até 2026, prevendo medidas como recomposição salarial e benefícios. A administração também destacou ações recentes, como reajustes, progressões na carreira, auxílio-alimentação e nomeação de mais de 3 mil professores por meio de concursos públicos.
A Secretaria Municipal de Educação afirmou ainda que não há substituição de professores por monitores no ensino integral e reforçou que as atividades pedagógicas seguem sob responsabilidade de profissionais habilitados.
Próximos passos do movimento
O sindicato informou que a greve deve continuar com novas mobilizações em diferentes regiões da cidade. Entre as pautas, está também a pressão pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação.
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