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BH Classic Auto Fest 2025 transforma Belo Horizonte em capital do antigomobilismo com raridades e atrações culturais

Belo Horizonte se tornou, entre os dias 15 e 17 de agosto, a capital brasileira do antigomobilismo com a realização da 3ª edição do BH Classic Auto Fest, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. O evento, que já entrou no calendário cultural da cidade, reuniu milhares de visitantes apaixonados por carros antigos, colecionadores e curiosos em busca de uma verdadeira viagem no tempo.

Com entrada gratuita e estrutura ampliada, o festival apresentou uma proposta inovadora: 10 estações culturais que contaram a história da indústria automotiva no Brasil e no mundo, unindo memória, tecnologia e experiências interativas. Além da exposição de veículos clássicos, a programação incluiu apresentações culturais, atividades para crianças, espaços de design e rodas de conversa entre colecionadores e o público.

Raridades sobre rodas e memória nacional

Entre as joias expostas, um dos grandes destaques foi o Fiat 147 movido a etanol, o primeiro carro do mundo a rodar com o combustível alternativo. Cedido pelo Ministério, o modelo foi apresentado na estação que retrata a crise do petróleo nos anos 1970 e a resposta da engenharia brasileira diante do desafio energético.

O público também pôde conferir clássicos nacionais como Fusca, Brasília, Opala, Puma e Gurgel, além de ícones internacionais como Cadillac, Ford Falcon, Impala, Buick, Porsche e Mercedes-Benz. O presidente da AIVA (Associação Interclubes de Veículos Antigos), Caio Alexander, destacou o caráter cultural do encontro:

“Este ano deixamos de lado apenas a divisão por modelos e trouxemos uma narrativa histórica. Cada estação cultural mostra uma fase da indústria automobilística e conecta gerações. É uma experiência, não apenas uma exposição de carros”, afirmou.

Público diverso e valorização do setor

A expectativa da organização foi receber 300 mil pessoas durante os três dias, número que reforça o festival como um dos maiores eventos do gênero no Brasil. Além do impacto econômico com o turismo, o encontro também fortalece a valorização dos chamados “neocolecionáveis” — veículos dos anos 1990 e 2000, como Corsa, Kadett, Monza e até mesmo o Fiat Palio, que em 2026 completa 30 anos e poderá receber a cobiçada placa preta.

Segundo Alexander, a valorização dos carros antigos supera até mesmo o ouro e o mercado imobiliário:

“Estudo da FGV mostrou que em dez anos os carros antigos valorizaram cerca de 400%. Isso acontece porque quem tem não quer vender, e a procura só aumenta”, explicou.

Segurança e tecnologia a serviço do evento

O festival contou com a segurança da empresa Anjos da Guarda, que implantou câmeras com inteligência artificial em sete pontos do parque, além de rondas presenciais. O sistema permitiu contabilizar o público em tempo real e até mesmo identificar perfis por faixa etária.

Outra atração foi a demonstração do Projeto Palmas, com um veículo 100% elétrico equipado com tecnologia de reconhecimento facial para ajudar na localização de pessoas desaparecidas em Belo Horizonte.

Paixão que atravessa gerações

Histórias de colecionadores também deram vida ao evento. Reinaldo Fuscaldi, proprietário de uma Puma 1975 há mais de 40 anos, emocionou-se ao relembrar sua juventude ligada ao automóvel. Já o expositor Magalhães levou seu Chevrolet 1952 e destacou como os carros despertam lembranças até nas crianças, muitas delas influenciadas por filmes como Carros, da Disney.

A jovem geração também marcou presença. O pequeno Nicholas, de 8 anos, resumiu a sensação de muitos visitantes:

“Hoje não tem carros bonitos assim mais no trânsito. Gostei mais do Fusca azul”.

Evento do povo para o povo

Para a organização, a gratuidade é um dos diferenciais do BH Classic Auto Fest. O visitante pôde ver de perto veículos que vão de um simples Monza de R$ 5 mil até um Rolls Royce de R$ 2 milhões, todos cedidos por colecionadores que abriram mão da exclusividade para compartilhar suas preciosidades com o público.

“É um evento do povo para o povo. Não é só sobre carros, é sobre experiências, memória e paixão”, destacou Alexander.

Próxima edição confirmada

O sucesso consolidou o evento no calendário oficial de Belo Horizonte. A próxima edição já tem data marcada: 14, 15 e 16 de agosto de 2026.

Até lá, a expectativa é que ainda mais raridades sejam descobertas nas garagens de colecionadores e que novas gerações sigam se encantando por essas joias sobre rodas que atravessam o tempo.

Leia mais: BH Classic Auto Fest 2025 transforma Belo Horizonte em capital do antigomobilismo com raridades e atrações culturais

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