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Cinema periférico em cena: Ben Hur Nogueira leva o Morro das Pedras ao mundo com sua trilogia sobre memória, luta e futuro

Ben Hur Nogueira: o Morro das Pedras em cena no cinema negro contemporâneo


“Quero ser para o cinema brasileiro o que Basquiat foi para a arte.” Aos 23 anos, o documentarista Ben Hur Nogueira desafia expectativas e escreve seu nome no cinema contemporâneo com uma trilogia inspirada no cotidiano do Morro das Pedras, comunidade da zona Oeste de Belo Horizonte.


📽️ Do isolamento à tela do mundo – a trilogia “Arrabalde”

O ponto de partida foi “Pandeminas” (2020–21), documentário filmado com uma câmera presenteada por sua mãe e premiado internacionalmente (menção honrosa no Varsity Film Expo, no Zimbábue; exibição no Reino Unido, Itália e nos EUA). Com narrativa que perpassa o cotidiano dos pais ativistas e o impacto da Covid-19 na favela, o curta inaugurou seu estilo autoral: câmera solta, cortes secos, silêncio como força narrativa.

Em seguida, veio “Arrabalde Corsário” (2023/25), exibido em universidades como a de Chicago: um trabalho sobre memória, identidade e pertencimento.

O capítulo final da trilogia, “Andança” (2025), acompanha Matheus, jovem que sonha em ser jogador de futebol no Morro das Pedras. O filme estreou em abril, com exibições em Ouro Preto e Brasília, além de apoio de cineclubes ligados ao cinema periférico.


🧠 Influências e ativismo – entre Guimarães Rosa, Carl Sagan e os Panteras Negras

Estudante de Ciência da Computação na UFOP, Ben Hur foi influenciado por nomes como Guimarães Rosa, James Baldwin e Jorge Amado, além de ícones da cultura negra como Tupac Shakur. Seu nome, herdado do clássico “Ben-Hur” (1959), faz referência também ao engajamento político de Charlton Heston em sua fase progressista.

Além de cineasta, ele cofundou a Mostra de Cinema Preto Periférico de Ouro Preto e o Prêmio Marku Ribas, para reconhecer produções negras e periféricas no audiovisual.


🌍 Internacionalização e enfrentamento

Ben Hur dividiu suas vivências além do cinema. Foi convidado a ministrar palestra sobre cinema negro brasileiro na Binghamton University (Nova York), em fevereiro de 2025, promovendo debate com estudantes de antropologia e cinema. Também participou de sessões comentadas de “Pandeminas” na Long Island University e outras universidades dos EUA.

Revelando um olhar político desde cedo, contou que o cinema salvou sua vida, numa região marcada pela violência. “Enquanto para muitos o destino deu uma arma, para mim ele deu uma câmera”, disse à imprensa.


🌱 Identidade, representatividade e desafios

Reconhecido como “o cara que faz cinema” em sua comunidade, Ben Hur afirma carregar o orgulho de representar uma favela invisibilizada socialmente. No entanto, ressalta as barreiras: “Às vezes sou o único negro em espaços do cinema brasileiro. O olhar denuncia antes do discurso”.

O orçamento também impõe limites: possui apenas duas câmeras e um tripé, e faz quase tudo sozinho. Ainda assim, segue produzindo, escrevendo (já publicou dezenas de artigos na Mídia Ninja) e sonhando com futuro de ascensão artística e literária.

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