25.8 C
Belo Horizonte
InícioGeralFamília sofre intoxicação grave após confundir planta com couve e ingeri-la em...

Família sofre intoxicação grave após confundir planta com couve e ingeri-la em chácara

Quatro pessoas da mesma família passaram mal na tarde de quarta-feira (8), por volta das 13h30, após consumirem uma refeição na zona rural de Patrocínio que continha, aparentemente por engano, uma planta tóxica confundida com couve. Três dos adultos evoluíram para paradas cardiorrespiratórias, foram reanimados e seguem internados em unidades de terapia intensiva. Uma criança de cerca de 1 ano e 6 meses estava presente na propriedade, mas não ingeriu o alimento e permanece em observação.

As vítimas — três homens e uma mulher — apresentaram rapidamente sintomas de mal-estar generalizado, dores no corpo, fraqueza, dificuldade de locomoção e outros sinais neuromusculares após o almoço. No local, equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG) e do SAMU prestaram atendimento emergencial. A mulher, durante o socorro, sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada com sucesso e encaminhada ao pronto-socorro municipal. Os outros três adultos, atendidos pela Unidade de Suporte Avançado, também sofreram paradas cardíacas, foram reanimados e permanecem sob cuidados intensivos.

A Polícia Militar e a Perícia Técnica da Polícia Civil encontraram nas imediações da cozinha da chácara fragmentos da planta suspeita, identificada preliminarmente como “fumo bravo” ou “falsa couve” — cientificamente denominada Nicotiana glauca — que teria sido erroneamente utilizada no preparo da refeição, como se fosse couve comum. As autoridades investigam o caso como um possível envenenamento acidental.

Em nota, o Corpo de Bombeiros reforçou que a rápida atuação combinada com SAMU e PM foi essencial para estabilizar as vítimas e conduzi-las às unidades de saúde, revertendo as paradas cardíacas.


A planta “falsa couve” e os riscos da intoxicação

A Nicotiana glauca, conhecida popularmente como “falsa couve”, “fumo bravo”, “charuteira” ou “couve do mato”, pertence à família Solanaceae — a mesma do tabaco e da beladona.

Ela é considerada uma espécie invasora em muitos locais no Brasil, espalhando-se espontaneamente em quintais, margens de estrada e áreas rurais.

O perigo da planta reside especialmente em seus alcaloides, em particular a anabasina, que pode causar ação tóxica sobre o sistema nervoso central, afetando o ritmo cardíaco, a função muscular e a respiração.

De acordo com relatos da imprensa:

  • A anabasina presente nas folhas da planta é apontada como sendo até cinco vezes mais potente que a nicotina no que diz respeito a efeitos tóxicos.
  • Os primeiros sintomas costumam aparecer rapidamente e envolver vômitos, fraqueza, dormência nas pernas, visão turva, dificuldade respiratória e taquicardia, seguidos de colapso das funções vitais.
  • O cozimento ou refogado da planta não destroem necessariamente seus compostos tóxicos, o que significa que mesmo após preparo culinário, permanece perigosa.

Casos semelhantes já foram documentados no Brasil. Em 2018, por exemplo, uma intoxicação por falsa couve em Divinópolis (MG) resultou em óbito e hospitalizações.


O que se sabe até agora & o que está sendo investigado

Identificação e perícia
No local, militares localizaram a planta suspeita próxima à cozinha da chácara, o que corrobora a hipótese de erro na identificação durante o preparo do alimento. A Perícia Técnica recolheu amostras para análise laboratorial e confirmação da espécie e das substâncias tóxicas envolvidas. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar circunstâncias do caso.

Estado de saúde das vítimas
A mulher, de 37 anos, foi a que teve pior evolução durante o atendimento inicial — sofreu parada cardiorrespiratória, mas foi reanimada e transferida ao pronto-socorro. Os demais adultos internados têm entre 49 a 67 anos e estão em estado grave, entubados em UTI.

A criança de 1 ano e 6 meses não ingeriu o alimento; permanece em observação e até o momento apresenta quadro mais estável.

Ações das autoridades locais
A Vigilância Sanitária municipal já realizou vistoria na residência e na chácara. Também foram coletadas amostras da planta para exame. A prefeitura e a secretaria de saúde do município acompanham o caso de perto.

Especialistas botanistas destacam a necessidade de atenção à aparência das plantas — em muitos casos, quem colheu acreditava tratar-se de couve por semelhança visual. Há alertas de que qualquer planta desconhecida não deve ser preparada para consumo sem identificação especializada.


Recomendações preventivas e medidas emergenciais

  • Evite colher plantas “silvestres” ou desconhecidas para preparo de alimentos, especialmente em áreas rurais, sem consultoria botânica ou de especialista.
  • Em caso de sintomas como náuseas, fraqueza muscular, dificuldade respiratória e visão turva após ingestão suspeita, procure atendimento médico de urgência e, se possível, leve parte da planta consumida.
  • Autoridades de saúde e vigilância devem reforçar campanhas de conscientização sobre plantas tóxicas comuns em ambientes rurais, como a Nicotiana glauca.
  • Em casos de intoxicação, atendimento rápido e manobras de suporte avançado (respiratórios/cardiológicos) são cruciais para reverter crises e salvar vidas.

:::NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::

Leia mais: Família sofre intoxicação grave após confundir planta com couve e ingeri-la em chácara

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui