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“Falsa couve” faz nova vítima em Minas: mulher morre após seis dias internada em estado grave

Planta tóxica Nicotiana glauca foi confundida com couve durante o preparo de um almoço em Patrocínio; dois homens seguem internados

Morreu nessa segunda-feira (13/10) Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, uma das três vítimas de intoxicação por ingestão da chamada “falsa couve”, planta altamente venenosa conhecida cientificamente como Nicotiana glauca.
A paciente estava internada há seis dias na Santa Casa de Patrocínio e não resistiu após sofrer uma parada cardiorrespiratória no dia do incidente.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Claviana teve instabilidade hemodinâmica grave e permaneceu entubada durante todo o período de internação. Ela deixa marido e dois filhos.
O velório será nesta terça-feira (14), às 9h, na Funerária do Baiano, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério Municipal de Guimarânia.


🍽️ Almoço em família termina em tragédia

A tragédia aconteceu na tarde da última quarta-feira (8/10), quando três pessoas de uma mesma família passaram mal após o almoço. O grupo havia preparado um refogado com folhas que acreditavam ser couve, mas que na verdade eram da Nicotiana glauca, também chamada de fumo-bravo ou couve-do-mato.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas — uma mulher de 37 anos e dois homens, de 60 e 67 — apresentaram vômitos, confusão mental e paradas cardíacas sucessivas. Todos foram reanimados e encaminhados com urgência ao hospital.

Um dos homens, de 67 anos, apresentou melhora clínica e recebeu alta no dia seguinte, enquanto outros dois seguem internados. O homem de 60 anos permanece entubado e sedado, com ventilação mecânica, em estado grave. O outro, de 64, está estável, mas ainda confuso.


🧪 Investigação e análise laboratorial

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para investigar o caso, tratado como intoxicação acidental.
A Vigilância Sanitária de Patrocínio coletou amostras da planta e dos alimentos consumidos, que foram encaminhadas para análise.
“Tudo indica que o dono da chácara colheu a couve junto com a ‘couve-brava’, sem perceber a diferença, e preparou o almoço por volta das 11h da manhã”, explicou a secretária de Saúde, Luciana Rocha.


🌿 A armadilha da “falsa couve”

A Nicotiana glauca pertence à mesma família do tabaco (Nicotiana tabacum) e contém a anabasina, substância até cinco vezes mais tóxica que a nicotina.
De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), mesmo pequenas quantidades da planta podem causar paralisia muscular e parada respiratória.

O professor Guilherme Rocha, da PUC Minas, explica que o cozimento não elimina os compostos tóxicos:

“Os alcaloides presentes na Nicotiana glauca resistem ao calor. Mesmo após refogados ou cozidos, continuam ativos e letais.”

⚠️ Sintomas de intoxicação

Os primeiros sinais de envenenamento pela “falsa couve” incluem:

  • Náuseas e vômitos;
  • Sudorese e tontura intensa;
  • Taquicardia seguida de queda brusca da frequência cardíaca;
  • Fraqueza muscular e dificuldade respiratória;
  • Perda de consciência e parada cardíaca.

🔍 Como diferenciar da couve verdadeira

A Nicotiana glauca é uma planta arbustiva, com folhas mais alongadas e flores amarelas em forma de tubo, características ausentes na couve comum, que tem folhas largas e crescimento rasteiro.
A “falsa couve” costuma aparecer em beiras de estrada e quintais rurais, o que aumenta o risco de confusão.


🏥 Casos anteriores e alerta à população

Casos semelhantes já foram registrados em Minas Gerais e outras regiões do país. Em 2012, uma família de Santa Luzia sofreu intoxicação após ingerir a planta refogada — um homem morreu. Em 2018, no Piauí, seis pessoas foram hospitalizadas após beber suco feito com folhas da espécie.

As autoridades reforçam o alerta: nunca consuma folhas de origem desconhecida, e, em caso de suspeita de intoxicação, procure imediatamente atendimento médico e leve amostras da planta para facilitar o diagnóstico.


📞 Em caso de emergência:

  • SAMU – 192
  • Corpo de Bombeiros – 193
  • Defesa Civil – 199

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