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Hino do Cruzeiro e clássicos do Clube da Esquina embalam despedida de Lô Borges no Palácio das Artes


O último adeus a Lô Borges, um dos nomes mais emblemáticos da música mineira e cofundador do Clube da Esquina, foi marcado por emoção, canto coletivo e memórias afetivas. O corpo do músico deixou o foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes pouco depois das 15h desta terça-feira (4/11), sob aplausos e canções entoadas por fãs e amigos.

Antes do cortejo, o público foi afastado para que familiares e amigos íntimos pudessem prestar as últimas homenagens. O local do sepultamento não foi divulgado até a saída do caixão.

Em um dos momentos mais comoventes da cerimônia, o hino do Cruzeiro — o time do coração de Lô — foi entoado junto a dois de seus maiores sucessos: “O Trem Azul” e “Paisagem da Janela”. As vozes ecoaram tanto dentro quanto fora do Palácio das Artes, onde centenas de admiradores aguardavam a despedida.

Entre os presentes, músicos, autoridades e fãs se uniram em um clima de reverência e gratidão. A bibliotecária Juliana Moreira Pinto, moradora do bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, contou que cresceu ouvindo o artista.

“Cresci escutando Lô e frequento muito o Clube da Esquina. Sempre estou lá assistindo aos shows. Vim como forma de agradecimento, porque ele fez muito pela música e por Minas Gerais”, afirmou emocionada.

A cantora e compositora Janamô, que participou da homenagem ao artista realizada na véspera, no tradicional ponto do Clube da Esquina, também esteve no Palácio.

“Tive a sorte de estar próxima dele. Essa despedida tem o peso do carinho e da gratidão. Lô está vivíssimo nas obras, na música e na conexão com os amigos”, disse.

Legado eterno
Lô Borges, que completaria 73 anos neste mês, deixa um legado profundo na música brasileira. Coautor de obras que marcaram gerações, como “Clube da Esquina” (1972), ao lado de Milton Nascimento, ele influenciou músicos de diferentes estilos e regiões.

Artistas mineiros, como Flávio Venturini, Toninho Horta, Marina Machado e Beto Guedes, também prestaram homenagens nas redes sociais, destacando a sensibilidade e a contribuição de Lô para a música popular brasileira.

“Perdemos um pedaço da alma de Minas, mas ganhamos uma eternidade de canções”, escreveu o cantor e amigo Beto Guedes no Instagram.

Um adeus em tom de canção
Entre lágrimas e aplausos, a despedida de Lô Borges reafirmou o vínculo entre o artista e o público mineiro. As vozes que ecoaram o hino do Cruzeiro e os versos de “Paisagem da Janela” transformaram o momento de luto em uma celebração poética — fiel à trajetória de quem fez da música um elo de afeto e liberdade.

“Lô não se despede, ele se transforma em melodia. E Belo Horizonte seguirá ouvindo seu som pelas esquinas.”

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