A cúpula do PT nacional voltou a mirar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como possível candidato ao governo de Minas nas eleições de 2026. O movimento, conduzido pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, ocorre após meses de tentativas frustradas para encontrar um nome competitivo dentro do próprio partido ou entre aliados tradicionais.
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e considerado estado decisivo em eleições presidenciais, tornou-se um dos maiores desafios da estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem quadros internos dispostos a disputar o governo, o PT busca alternativas num tabuleiro político cada vez mais fragmentado.
Alianças travadas e ausência de nomes competitivos
Prefeitas com forte capital político – como Marília Campos (Contagem) e Margarida Salomão (Juiz de Fora) – já sinalizaram que não pretendem deixar os mandatos para concorrer. No Legislativo, deputados petistas também evitam arriscar a reeleição em troca de uma candidatura majoritária considerada difícil no atual cenário mineiro.
A solução encontrada pela direção nacional foi tentar reeditar conversas com Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e segundo colocado nas pesquisas recentes. Porém, o pedetista resiste a qualquer vínculo formal com o PT, e setores internos do partido também rejeitam a aliança.
Com as portas fechadas, Edinho Silva retomou a pressão sobre Rodrigo Pacheco, que já havia sido cortejado por Lula desde 2023. O senador, entretanto, vinha manifestando preferência por uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), vaga que foi preenchida com a escolha do ministro Bruno Dantas no fim de 2024. Mesmo assim, Pacheco mantém cautela e condiciona qualquer candidatura a uma estrutura de alianças que vá da esquerda ao centro e parte da direita.
PSD mineiro se reorganiza e complica planos do PT
Embora seja filiado ao PSD, Rodrigo Pacheco perdeu espaço na direção estadual da legenda. Sob forte articulação do deputado estadual Cássio Soares e com apoio do governo Romeu Zema (Novo), o vice-governador Mateus Simões migrou para o PSD em 2025, reposicionando o partido como uma das principais forças da disputa estadual.
Com isso, Pacheco se vê sem controle do próprio partido e sem garantia de que teria legenda para uma eventual candidatura — um entrave adicional ao PT, que precisa de uma aliança sólida para viabilizar o nome do senador.
Plano B do PT mira MDB e alternativas de centro
Sem avanços no Plano A, o PT avalia repetir o modelo adotado na eleição de Belo Horizonte em 2024, quando apoiou Fuad Noman (PSD) sem formar uma coligação formal. O partido passou a observar com atenção o movimento do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), considerado um nome capaz de atrair apoios do centro político.
Tadeu, no entanto, ainda não definiu se pretende disputar o governo. Enquanto isso, o ex-presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB), anunciou pré-candidatura com suporte da direção nacional e estadual do partido.
Também circulam no radar petista nomes sem filiação partidária, como o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão – ambos vistos como quadros moderados com boa interlocução em diferentes campos políticos.
Cenário atual: quatro nomes confirmados e dois “sem partido”
Até o momento, quatro candidatos têm legenda garantida:
- Cleitinho Azevedo (Republicanos), senador
- Mateus Simões (PSD), vice-governador
- Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de BH
- Gabriel Azevedo (MDB), ex-vereador
Também atuam como potenciais candidatos sem partido:
- Jarbas Soares
- Luís Eduardo Falcão
Já Tadeu Leite e Rodrigo Pacheco seguem sendo “candidaturas desejadas”, mas sem definição.
Contexto adicional: Minas no centro das articulações nacionais
A dificuldade do PT em Minas ocorre no momento em que Lula busca fortalecer palanques estratégicos para 2026, especialmente diante da pré-candidatura já lançada de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. Em Minas, o PL projeta disputar duas cadeiras no Senado e deve intensificar presença no estado.
Além disso, o governo Romeu Zema (PSD) ganhou força com o pedido formal de adesão ao Propag — programa federal que substitui o Regime de Recuperação Fiscal. A medida deve alterar o clima político e econômico no estado nos próximos meses, influenciando diretamente a corrida eleitoral.
::: CLIQUE AQUI E ENTRE PARA O NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira





