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70% dos homicídios em Minas têm relação direta com o tráfico de drogas, revela levantamento

Um levantamento realizado pelo Jornal Estado de Minas, com base nos dados mais recentes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), revelou um dado alarmante: sete em cada dez homicídios ocorridos em municípios mineiros com mais de 50 mil habitantes estão diretamente ligados ao tráfico de drogas.

A reportagem especial, assinada pelo jornalista Matheus Parreiras, traz a análise do coronel da reserva e especialista em segurança pública Carlos Júnior, que alerta para o avanço das facções criminosas, cada vez mais estruturadas, equipadas e com presença em diversas regiões do estado e fora dele.

Facções transnacionais desafiam o poder público

Segundo o coronel, o perfil do crime organizado em Minas Gerais mudou significativamente nos últimos anos. “Essas facções já operam como verdadeiras empresas do crime, com hierarquia, logística, armamento pesado e até sistemas de inteligência próprios. Algumas têm ligações transnacionais, o que dificulta ainda mais o combate”, afirma.

O especialista ressalta que o modelo atual de enfrentamento ao tráfico – voltado ao combate ao “varejo”, ou seja, aos pequenos traficantes – não é suficiente para frear a escalada da violência. “É preciso atingir as lideranças, a lavagem de dinheiro e os esquemas logísticos, que sustentam essas organizações”, completa Carlos Júnior.

Interiorização do crime

Outra constatação preocupante do levantamento é que a violência já não está restrita aos grandes centros urbanos. Cidades médias e pequenas, especialmente no interior, passaram a registrar aumento expressivo nas taxas de homicídios ligados ao tráfico. Essa interiorização do crime, segundo os dados, acompanha a expansão das rotas de distribuição de drogas e a disputa entre grupos rivais por pontos de venda.

Resposta do Estado

A Sejusp afirma que tem investido em operações integradas com as forças de segurança estaduais e federais, além de inteligência policial e tecnologia para monitorar atividades das facções. No entanto, o próprio levantamento aponta que a estrutura das polícias ainda é insuficiente em muitas regiões, e que a prevenção social e o fortalecimento da educação são fundamentais no combate de longo prazo à criminalidade.

O retrato da violência

Com base nas estatísticas de 2024, a reportagem mostra que, em municípios como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Uberlândia, Governador Valadares e Montes Claros, os crimes ligados ao tráfico superam os 70% entre os homicídios registrados. Em muitos desses casos, as vítimas são jovens entre 15 e 29 anos, moradores de áreas vulneráveis.

A análise reforça o que os dados evidenciam: o tráfico de drogas continua sendo o principal combustível da violência letal em Minas Gerais, e enfrentá-lo exige mais do que prisões — exige estratégia, articulação institucional e políticas públicas estruturantes.

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