Uma operação conjunta do Tático Móvel dos 22º e 13º Batalhões da Polícia Militar resultou na apreensão de um adolescente e na descoberta de um complexo clandestino para produção de armas artesanais e drogas no Taquaril. A ação começou após a abordagem do menor no bairro Primeiro de Maio, onde ele entregava crack e recolhia dinheiro do tráfico.
Durante a abordagem, o jovem admitiu seu envolvimento na rede criminosa e informou seu endereço no Taquaril. No local, foi autorizada a entrada da equipe pela mãe, mas nada foi encontrado inicialmente. No entanto, ao sentir um forte odor vindo de um barracão nos fundos, os policiais inspecionaram o imóvel ao lado e localizaram uma grande pedra de crack e itens usados no seu fracionamento.
Estrutura para produção de armas improvisadas
No mesmo local, os militares identificaram um espaço improvisado para montagem de armas artesanais. Entre os materiais apreendidos:
- Três submetralhadoras prontas para uso;
- Carregadores em estágio avançado de fabricação;
- Ferramentas, incluindo uma furadeira de mesa
De acordo com o tenente Paiva, responsável pela operação, o local era voltado à etapa final da montagem das armas, que chegavam parcialmente prontas, o que indica a potencial existência de outro ponto de produção.
O menor confessou à PM que recebia um valor mensal pelo armazenamento e fracionamento do crack, pelas entregas no Primeiro de Maio e por colaborar na finalização das submetralhadoras. “Ali não era feito o corte ou modelagem das peças, mas sim a fase final da produção”, explicou o oficial à imprensa. Essa operação reforça a suspeita de que as peças chegavam de outras unidades ocultas .
Crime que preocupa e revela padrão
A prática de produção artesanal de armas em BH não é recente, justamente pelo elevado custo no mercado ilegal, tornando essa modalidade recorrente na capital. Além disso, a PM destacou que é comum traficantes “importarem” adolescentes de outros bairros para atuar quando há escassez de mão de obra local, padrão confirmado no caso em questão .
Contexto em BH: jovens vulneráveis e armamento artesanal
Uma pesquisa encomendada pela Prefeitura de BH à UFMG (Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública – CRISP) mostrou que menores são atraídos para o narcotráfico por causa de vulnerabilidades sociais — com destaque para Taquaril, Alto Vera Cruz e Granja de Freitas — e começam a ser aliciados a partir dos 7–8 anos de idade.
Dados da Vara da Infância e da Juventude apontam que, em 2023, 35 % dos atos infracionais em BH contra menores envolveram tráfico de drogas — foram 990 registros.
As organizações criminosas mineiras, como PCC, CV e TCP, têm se infiltrado na capital — embora ainda sem controle paramilitar como em outros estados — evidenciando um avanço preocupante do crime organizado.
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