A Justiça mineira negou o pedido de exame de insanidade mental feito pela defesa de Arthur Godinho de Esteves Zebral, acusado de matar brutalmente a companheira Shirley Vila Nova Caldeira Diniz, de 36 anos, em março deste ano, no bairro Bonfim, região Noroeste da capital.
O crime foi cometido após Arthur descobrir que a companheira, com quem se relacionava há três anos, atuava como garota de programa. Segundo a versão apresentada pelo próprio réu, o casal discutiu, Shirley pediu o fim do relacionamento, e ele a assassinou a facadas dentro do apartamento onde ela morava.
❌ Pedido rejeitado por ausência de indícios clínicos
A defesa alegou que Arthur seria usuário compulsivo de drogas e, por isso, teria comprometimento psíquico no momento do crime. Contudo, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, da Vara do Júri de Belo Horizonte, indeferiu o pedido por considerar que não há qualquer indício documental que justifique dúvida quanto à saúde mental do réu.
“Não constam dos autos absolutamente nenhuma documentação, qualquer prontuário médico ou estudo social que aponte o comprometimento da higidez mental do acusado que pudesse minimamente ensejar o deferimento do pleito defensivo”, destacou o magistrado na decisão.
🔪 Crime chocante e confissão
O feminicídio ocorreu no dia 24 de março de 2025. Shirley foi encontrada com mais de 20 perfurações de faca, atingida nos braços, costas, tronco e nuca. Arthur fugiu após o crime e foi preso horas depois em Nova Lima, na Grande BH, onde confessou o homicídio à polícia.
Segundo a investigação, ele teria descoberto que Shirley mantinha uma vida paralela como profissional do sexo, o que teria motivado sua revolta. A vítima teria decidido terminar o relacionamento, o que desencadeou o ataque.
👩⚖️ Processo segue na Justiça
Com a negativa do exame de insanidade, o processo segue para fase de instrução criminal, podendo ser levado a júri popular nos próximos meses. A Promotoria deve manter a tese de feminicídio qualificado por motivo torpe e uso de meio cruel.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e chamou atenção de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. Organizações feministas cobram punição exemplar ao réu e destacam o crime como mais um caso de violência motivada pelo controle e pela intolerância masculina diante da autonomia da mulher.
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