O Presídio Inspetor José Martinho Drumond, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, alcançou nesta semana uma marca alarmante: a 19ª morte registrada apenas em 2025 — sendo 16 delas causadas por violência extrema, como espancamentos e facadas. A situação reacende o alerta sobre as condições degradantes e o colapso do sistema penitenciário mineiro.
A crise foi chamada de “lamentável” por André Luiz Lima, presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG. Ele cobrou a atuação urgente de forças especializadas e defendeu a formação de uma força-tarefa nos moldes do que ocorreu no presídio Professor Jazon de Albergaria, em São Joaquim de Bicas, também na Grande BH.
“É preciso que se tenha uma posição técnica e científica. A unidade sofre com a superlotação e isso desestrutura qualquer tipo de programa de atendimento. A situação é delicada e conflituosa”, afirmou Lima, em entrevista à Rádio Itatiaia.
🔪 “Ciranda da Morte” dentro das celas
O alerta mais grave vem de Magno Soares, diretor do Sindicato dos Policiais Penais. Segundo ele, o presídio vive o que os próprios internos chamam de “Ciranda da Morte” — prática violenta e rotativa entre detentos, em que agressores escolhem aleatoriamente um alvo para espancamento coletivo ou assassinato com facas artesanais.
A prática tem sido facilitada pela superlotação crônica, déficit de servidores e ausência de controle interno efetivo. A unidade, além disso, abriga perfis diversos de presos, incluindo idosos e detentos LGBTQIA+, o que exige suporte especializado que não está sendo fornecido pelo Estado, segundo a OAB.
📉 Sistema em colapso e ausência do Estado
A Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG denuncia ainda falta de equipe técnica mínima, como psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros, o que compromete não apenas a segurança, mas também os programas de ressocialização e atendimento básico aos custodiados.
“Temos uma insuficiência de equipe técnica para o atendimento desses privados de liberdade, uma relação extremamente delicada e conflituosa dentro do sistema prisional mineiro”, concluiu Lima.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova morte registrada nem sobre a cobrança de força-tarefa. Organizações de direitos humanos cobram uma resposta do governo estadual e temem que o presídio repita tragédias como as ocorridas em outras unidades do Brasil, onde massacres entre presos deixaram dezenas de mortos.
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