Vídeos de câmeras de segurança obtidos pela Itatiaia causam comoção em Minas Gerais ao flagrar o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, armazenando a arma utilizada no assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 — na mochila — logo após o crime.
As imagens, captadas no condomínio de luxo em Nova Lima, mostram Renê chegando em casa por volta das 13h36, retirando a arma da mochila e recolocando-a, conforme relatou o delegado Evandro Radaelli, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A arma, uma pistola calibre .380 registrada em nome da delegada Ana Paula Balbino Nogueira, esposa do executivo, foi apreendida no apartamento do casal.
Em seguida, Renê aparece passeando tranquilamente com os cachorros, ainda trajando a mesma roupa (camisa branca e shorts azuis) em que foi preso anteriormente na academia.
Defesa nega autoria, mas provas são contundentes
Durante audiência de custódia, Renê negou o crime, apresentando uma versão de rotina: saiu de casa antes do horário do crime, foi trabalhar, passeou com os cães, e só teria ido à academia posteriormente — onde foi reconhecido pelas testemunhas. Apesar disso, a Polícia Civil afirma que “as provas são irrefutáveis”.
Além das imagens, exames periciais confirmaram que a arma usada para matar Laudemir pertence à delegada; ela entregou voluntariamente o armamento à Corregedoria, que investiga se houve falha na guarda.
Juridicamente, a delegada não é investigada por crime
Embora o armamento seja dela, a delegada não é suspeita de participação direta no assassinato. O procedimento instaurado é de natureza disciplinar, para apurar eventual omissão ou negligência na guarda da arma .
Investigação avança com novas diligências
A Justiça autorizou a quebra do sigilo telemático do acusado — incluindo dados de localização do veículo e mensagens — para confrontar sua versão e reconstruir sua trajetória no dia do crime.
Histórico violento e currículo conturbado
Reportagens recentes revelam que Renê possui antecedentes relacionados à violência doméstica no Rio de Janeiro (2003 e 2021) e envolvimento em acidente fatal em 2011. Seu currículo profissional, divulgado no LinkedIn, também está sob suspeita: diversas instituições — como PUC-Rio, FGV, ESPM e Harvard — negam sua formação anunciada nas redes sociais. A USP confirmou apenas um curso de especialização em “Bens de Varejo e Consumo”.
Desde sua prisão, ele deixou de exercer cargos executivos e redes como Instagram e LinkedIn foram removidas.
Contexto do crime
O homicídio ocorreu por volta das 9h03 do dia 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, região Oeste de BH. Renê conduzia um carro elétrico BYD cinza e, segundo testemunhas, irritou-se com o caminhão de lixo e fez ameaças à motorista, alegando que “atrapalhava” sua passagem. Após descer armado, disparou contra Laudemir, que não resistiu aos ferimentos.
Ele foi preso em flagrante poucas horas depois, na academia do bairro Estoril, sendo autuado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ameaça e porte ilegal de arma.
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