Um crime chocante foi registrado na manhã deste domingo (14/9) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma mulher de 26 anos confessou ter matado o próprio companheiro, de 31 anos, por enforcamento, após um surto de ciúmes e uso de álcool e drogas. O caso aconteceu na alameda das Sibipurunas, no bairro Vale das Acácias.
Segundo a Polícia Militar, a suspeita contou que o homem começou a apresentar comportamento agressivo depois de ingerir bebida alcoólica e consumir cocaína. Durante a briga, ela teria tentado “conter” o companheiro e chegou a pedir que a filha de apenas 7 anos buscasse uma corda usada no crime.
Vítima já estava sem vida quando socorro chegou
O Samu foi acionado, mas, quando os socorristas chegaram, a vítima já estava sem vida, com sinais de vômito nas vias aéreas e lesão traumática no pescoço. A mulher alegou legítima defesa. De acordo com ela, o marido sofria crises de ciúmes e já havia agredido a família em outras ocasiões.
Antes do crime, o casal tinha saído com as crianças para comer pizza e, em seguida, comprado cerveja. No trajeto de volta, o homem teria parado em um local para comprar entorpecentes. Já em casa, após consumir a droga, o companheiro começou a acusar a mulher de infidelidade e a situação se agravou.
Versão da suspeita
A mulher afirmou que tentou desmaiar o marido molhando uma blusa com aguarrás e, ao não conseguir contê-lo, pediu que a filha buscasse uma “corda mais grossa”. Ela disse ter passado a corda no pescoço do homem, só percebendo a gravidade depois que ele desmaiou e vomitou. Desesperada, tentou acordá-lo no chuveiro e pediu que as filhas ligassem para o Samu.
Familiares confirmaram à PM que o casal tinha histórico de brigas e que a mulher já sofrera agressões físicas e psicológicas. A suspeita, que apresentava ferimentos pelo corpo, foi medicada no Hospital São Judas Tadeu e, em seguida, conduzida à delegacia. As três filhas foram encaminhadas à avó materna.
Investigação
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. A mulher poderá responder por homicídio qualificado, mas a tese de legítima defesa ainda será analisada.
Casos de violência doméstica com desfecho trágico como este chamam atenção para a vulnerabilidade de famílias em contextos de abuso e para a necessidade de medidas protetivas mais efetivas. Em 2024, Minas Gerais registrou aumento de 12% nos feminicídios e de 9% nas ocorrências de violência doméstica, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
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