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PF revela fábrica clandestina em BH que produzia fuzis para o Comando Vermelho


Um inquérito da Polícia Federal, com trechos exibidos no programa Fantástico, apontou que parte do armamento usado por facções no Rio de Janeiro saiu de uma oficina clandestina instalada em Belo Horizonte — que funcionava sob a fachada de uma loja/fábrica de móveis no bairro Calafate. A investigação liga a estrutura mineira a uma rede interestadual com ramificações em São Paulo e fornecimento a grupos no Rio, Bahia e Ceará.

Na operação deflagrada contra o esquema, realizada em 2023, agentes da PF encontraram maquinário de precisão, componentes, cadernos com manuais de montagem e evidências de linha de produção improvisada — materiais suficientes para a montagem de fuzis dentro do próprio imóvel que servia de fachada. A investigação apontou ainda que a célula em Minas era chefiada por Silas Diniz Carvalho, preso em 2023 depois que 47 fuzis foram localizados em seu apartamento na Barra da Tijuca (RJ).

Segundo a apuração, a organização não dependia apenas de contrabando: havia produção “por encomenda”, com etapas que iam desde usinagem de peças até a montagem final de fuzis do tipo AR-15 calibre 5,56 — modelo identificado em lotes apreendidos na megaoperação contra o tráfico no Complexo do Alemão. As perícias preliminares indicaram semelhança entre ao menos 25 armas apreendidas no Rio e o padrão das peças fabricadas em Minas e em São Paulo.

A rede investigada chegou a operar outra unidade em Santa Bárbara d’Oeste (SP), onde a PF apreendeu cerca de 150 fuzis prontos e dezenas de milhares de componentes — material suficiente, segundo peritos citados pela reportagem, para colocar a fábrica com capacidade de produção anual estimada em até 3.500 armas. Essa descoberta fez os investigadores reclassificarem o esquema como operação industrializada de armas, e não mais apenas como circuito de contrabando.

Especialistas consultados pela apuração e pela PF ressaltam que a produção interna de armas de alto calibre representa uma nova etapa do crime organizado no país: ao fabricar material no mercado interno e integrar cadeias de fornecimento, organizações criminosas reduziriam a dependência de rotas fronteiriças e dificultariam o rastreamento das armas. Para as forças de segurança, isso aumenta o desafio de fiscalização e exige atuação articulada entre estados e com órgãos internacionais.

O que as autoridades dizem e os próximos passos

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguiram com investigações e ações coordenadas (operações de busca, apreensão e prisões) nos estados envolvidos. A Polícia Civil do Rio informou que realizará perícias adicionais nas armas apreendidas no Complexo do Alemão para confirmar vínculos técnicos com as peças produzidas nas fábricas descobertas. A investigação também tenta mapear rotas logísticas e possíveis ligações com fornecedores internacionais de componentes.

Impactos e implicações

  • Segurança pública: a produção nacional de armas em escala reduz a previsibilidade das apreensões e implica maior oferta de armamento a facções.
  • Investigação criminal: exige integração entre PF, polícias estaduais, perícias e cooperação internacional para rastrear fornecedores de peças e circuitos de exportação/importação.
  • Política de controle de armas: o episódio reacende debates sobre fiscalização de insumos e componentes que podem ser utilizados em armas de guerra.
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