O Tribunal do Júri condenou, nesta sexta-feira (24), um sargento reformado da Polícia Militar a 13 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de um padeiro, em junho de 2021. O crime ocorreu após uma negociação envolvendo a venda de uma televisão.
Durante o julgamento, a promotora e o advogado assistente de acusação destacaram que imagens de câmeras de segurança mostraram que a vítima foi revistada e teve duas armas apontadas contra ela pelo militar.
Discussão por notas falsas terminou em morte
A confusão começou depois que a filha do policial vendeu uma televisão por R$ 500. O sargento suspeitou que o comprador havia usado notas falsas para pagar o produto e decidiu atraí-lo até sua casa, sob o pretexto de entregar um suporte para o aparelho.
Ao chegar ao local, o padeiro foi levado até a garagem da residência, onde foi obrigado a se ajoelhar e a deitar no chão. O sargento realizou uma revista pessoal, mas não encontrou nada ilícito com a vítima.
Mesmo sem provas contra o padeiro, o militar atirou no chão, o que fez o jovem tentar fugir. No entanto, ele foi perseguido, alcançado e baleado pelo policial, morrendo no local.
Julgamento e condenação
A promotoria destacou que, ao revistar a vítima, o sargento comprovou que o padeiro não estava armado e não representava qualquer risco. Além disso, não havia evidências de que o jovem soubesse que as notas eram falsas, já que ele retornou ao local da compra para buscar o suporte da TV.
Durante o julgamento, o réu optou por permanecer em silêncio, respondendo apenas às perguntas feitas por seus advogados de defesa.
A sentença foi proferida em primeira instância, e ainda cabe recurso.
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