A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última quinta-feira (6), a operação Crédito Sombrio, que resultou na prisão de nove pessoas — sete por mandados judiciais e duas em flagrante — além do bloqueio de mais de R$ 32 milhões em contas bancárias ligadas a um esquema criminoso de agiotagem, lavagem de dinheiro, extorsão e furto.
A ação ocorreu simultaneamente nas cidades de Nova Serrana, Divinópolis, São Gonçalo do Pará e Bom Despacho, todas na Região Centro-Oeste do estado. Ao todo, 26 policiais civis participaram da operação, que cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Durante as diligências, os agentes apreenderam:
- 43 aparelhos celulares
- R$ 21,3 mil em espécie
- 18 relógios de luxo
- 4 computadores
- 1 arma de fogo
- 34 cartões bancários
- Cheques no valor total de R$ 250.909
- Joias, veículos, uma carretinha e uma moto aquática
- Documentos relacionados à atividade ilícita
A Justiça também determinou o sequestro de 13 imóveis em São Gonçalo do Pará, município a cerca de 26 km de Nova Serrana.
Investigação teve início após furto
As investigações começaram no fim de 2023, após um furto a um estabelecimento comercial em Nova Serrana, no dia 28 de dezembro. Durante a ocorrência, os policiais encontraram no local cartões de uma suposta financeira, além de registros de cobranças diárias de dívidas, o que levantou suspeitas de agiotagem.
A partir da quebra de sigilo bancário de oito investigados, foi detectada uma movimentação financeira suspeita que ultrapassava R$ 32,8 milhões em 103 contas bancárias, incluindo contas em nome de “laranjas”, usadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo com a PCMG, o grupo operava de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso de coação e extorsão para garantir o pagamento das dívidas, com juros abusivos.
Um dos alvos da operação permanece foragido e é considerado peça-chave no esquema. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a origem dos recursos movimentados.
Agiotagem como crime organizado
A agiotagem é prática criminosa quando feita sem autorização legal, com a cobrança de juros acima do permitido por lei e uso de ameaças para cobrança. A Polícia Civil classifica a quadrilha como organização criminosa, atuando sob fachada de “financeiras informais” que concediam empréstimos a juros extorsivos a comerciantes e autônomos da região.
Segundo os investigadores, há indícios de que parte do dinheiro também pode ter sido movimentada em apostas e compras de bens de luxo para lavagem de capitais.
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