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OAB nacional critica inquérito do golpe e OAB-SP lança comissão para “reformar e conter” STF

Entidade nacional aponta riscos à ampla defesa em ações conduzidas por Moraes, enquanto seccional paulista propõe mudanças profundas no Judiciário, com foco no Supremo


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em dois flancos distintos nesta semana. Em nível nacional, o presidente da OAB, Beto Simonetti, enviou uma manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a suposta trama golpista no Brasil, alertando para “prejuízos irreparáveis” à defesa dos investigados. Já em São Paulo, a seccional da OAB lançou uma Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário, com foco em propor limites ao próprio STF e à conduta de seus ministros.

🧿 Acesso restrito aos autos preocupa

A crítica de Simonetti se concentra na falta de acesso integral às provas e à tramitação do inquérito. Segundo a OAB, advogados têm sido impedidos de acompanhar, em tempo real, os desdobramentos das apurações, o que, segundo ele, fere princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.

“Essas limitações colocam em risco o devido processo legal e o direito de defesa, gerando prejuízos que não podem ser reparados posteriormente”, afirma Simonetti no documento enviado a Moraes.

O inquérito, que envolve ex-ministros, militares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, já resultou em denúncias, prisões preventivas e bloqueio de bens, além de ações paralelas em cortes militares e civis. A OAB defende o combate ao golpismo, mas cobra garantias legais mínimas para os investigados.


⚖️ Reforma do Judiciário ganha força na OAB-SP

Paralelamente, a OAB de São Paulo instalou oficialmente nesta segunda-feira (23/6) uma comissão formada por juristas renomados, ex-ministros da Justiça e ministros aposentados do STF, com o objetivo de apresentar, até junho de 2026, anteprojetos de lei e emendas constitucionais para reestruturar o Judiciário brasileiro.

Entre os temas em discussão estão:

  • 📌 Mandato para ministros do STF
  • 📌 Redução do foro privilegiado
  • 📌 Código de conduta para magistrados
  • 📌 Revisão das transmissões ao vivo das sessões
  • 📌 Punições mais duras a juízes e ministros que cometam desvios éticos
  • 📌 Redução da competência criminal do STF
  • 📌 Fim de normas unilaterais do CNJ, como restrições a sustentações orais

A comissão também questiona o aumento da politização do Supremo e o acúmulo de processos penais envolvendo autoridades, apontando que a Corte tem se tornado, nas palavras do presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, um “órgão com carga excessiva de poder e responsabilidades incompatíveis com sua missão constitucional”.

“O Judiciário não pode ser governado apenas por normas de gabinete”, disse Sica.

👥 Comissão reúne nomes de peso

O grupo de trabalho é formado por juristas de espectros ideológicos distintos, incluindo:

  • Ellen Gracie e Cezar Peluso (ex-ministros do STF)
  • Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo (ex-ministros da Justiça)
  • Oscar Vilhena (professor da FGV)
  • Maria Tereza Sadek (cientista política)
  • Patricia Vanzolini (ex-presidente da OAB-SP)

Durante a cerimônia de instalação, Ellen Gracie alertou para a grave crise de credibilidade do Judiciário. “O momento é adequado. O Judiciário não agrada a ninguém neste momento”, disse a ministra aposentada.


📺 STF e CNJ na mira

Entre os pontos mais polêmicos está a proposta de limitar o televisionamento de sessões do STF, uma mudança que visa evitar a espetacularização dos votos e reduzir o tempo de julgamento. Outra medida cogitada é a restrição do número de processos criminais sob responsabilidade direta da Corte, que hoje se acumula por conta da expansão do foro privilegiado.


📌 Panorama político

A movimentação da OAB ocorre em meio a um ambiente político tenso, com o STF constantemente no centro de decisões de impacto nacional. Além disso, o Congresso Nacional discute projetos apelidados de “Pacote Anti-STF”, especialmente entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A OAB-SP tenta distanciar sua iniciativa dessas propostas, mas reconhece que há intersecções.


🏛️ O que vem por aí

O relatório final da Comissão de Estudos da OAB-SP será entregue ao Congresso Nacional e ao STF em junho de 2026, quando o ministro Edson Fachin já estará na presidência da Corte. As medidas sugeridas só poderão ser implementadas via emenda constitucional, o que exige aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado, com maioria qualificada.


🗞️ Nova fase do debate jurídico

A convergência das críticas da OAB nacional ao inquérito do golpe e das propostas de reforma da OAB-SP sinaliza um movimento de reposicionamento institucional da advocacia brasileira frente ao Judiciário, sobretudo ao STF. Ainda é cedo para prever se as propostas prosperarão no Congresso, mas o debate já provoca reverberações no meio jurídico e político.

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